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Cemitério do Combate: patrimônio histórico e ponto turístico

O local, situado a cerca de 10 quilômetros da área central, possui uma importância muito significativa pois foi palco do maior combate do Estado

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Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

Ontem foi o dia de intensificar as homenagens às pessoas falecidas e por isso o movimento nos cemitérios foi intenso. Contudo, há um ponto que transformou-se em patrimônio histórico e turístico: o Cemitério do Combate, em Erebango. A reportagem do Bom Dia apresenta as principais características que denotam a importância a nível regional. 
O município de Erebango tem 29 anos e possui um espaço de fundamental importância para a história: o Cemitério do Combate. O local foi palco de um confronto revolucionário entre Chimangos e Maragatos no ano de 1923. 
O cemitério localizado há cerca de 10 quilômetros da área central de Erebango, próximo da divisa com o município de Quatro Irmãos, foi tombado como patrimônio histórico municipal através da Lei nº 656 de 25 de agosto de 1998.
A área conta com 1443 metros quadrados. Ao todo são 38 túmulos e ao centro há um monumento em homenagem aos combatentes legalistas comandados pelo general Firmino de Paula e pelo coronel Victor Dumoncel Filho, em que consta a data de 13 de setembro de 1923. 
O combate de Quatro Irmãos foi considerado o mais importante confronto entre as forças legalistas comandadas pelo coronel Victor Dumoncel, e que defendiam o Partido Republicano contra as forças revolucionárias. O combate entre os legalistas (chimangos) e revolucionários (maragatos) ocorreu na madrugada de 13 de setembro de 1923 e durou em torno de 10 horas, resultando em 150 mortos. Alguns foram sepultados em locais próprios e outros em uma espécie de vala comum.

Sobre a valorização 

Neste ano o local, que é uma referência e um ponto turístico, recebeu reformas. O prefeito municipal ValmorTomazini ressaltou que ações como esta, de manutenção dos patrimônios, são de fundamental importância para preservar a história. "O espaço foi restaurado, estava praticamente abandonado. Colocamos placas, pedras britas, realizamos a limpeza. Hoje o cemitério é um patrimônio histórico e é um lugar que muitas pessoas vão. A equipe se dedica para realizar um bom trabalho", destacou. 
O comerciante Paulo Dreier comentou que a mãe relatava que tinha quatro anos e lembrava os barulhos, inclusive de tiros. "Era um absurdo. Eles ficavam acampados e os cavalos precisavam ser escondidos", disse.
Para ele, ter conhecido a história e observar atualmente o cemitério é algo que não tem explicação. "Borges de Medeiros se reelegeu em 1922 e diante de uma possível corrupção, muitos não queriam que ele tomasse posse. A partir daí, surgiu a revolução. O lugar carrega memórias tristes, porém, tem uma importância muito significativa diante de registrar o maior combate do Estado", salientou. 

Patrimônio cultural e histórico
A historiadora que realizou pesquisas voltadas ao Cemitério do Combate, Solange Bettiato, explica que o ponto constitui um patrimônio cultural e histórico pela sua vinculação a fatos memoráveis da história riograndense. 
A Revolução de 1923 teria sido desencadeada pelos partidários do Dr. Joaquim Francisco de Assis Brasil, inconformados com o resultado das eleições realizadas para a presidência do Estado, que concedeu a vitória ao candidato do governo Dr. Antonio Augusto Borges de Medeiros par um mandato de mais de cinco anos. "Atualmente esse bem está sendo usado como ponto turístico do município de Erebango, como também para atos cívicos. Neste contexto, o Patrimônio Histórico do Município está dentro dos critérios para que fosse tombado, e assim foi feito. Afinal cada um deles conta uma parte da história do município, e assim, uma vila se transformou no que é hoje uma cidade aconchegante e desenvolvida", pontua.
Segundo a historiadora, o monumento mais conhecido pela população é o Cemitério do combate, tanto por seu valor histórico como pelo seu valor para a história Riograndense. "Hoje em dia, discute-se muito a necessidade de preservar o patrimônio, valorizando o passado e a memória coletiva dos cidadãos. O patrimônio arquitetônico representa uma produção simbólica e material capaz de expressar as experiências sociais de uma sociedade", salienta.

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