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Hospital Santa Terezinha deve R$ 12 milhões para médicos e fornecedores

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Secretário de Saúde de Erechim e diretor executivo do hospital falaram aos prefeitos
Por Paola Seibt - paola@jornalbomdia.com.br
Foto Paola Seibt

Diretor executivo apresentou breve relatório sobre situação financeira da casa de saúde, durante reunião da Amau

 

O diretor executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (FHSTE), Helio Bianchi, apresentou breve relatório sobre a situação financeira da casa de saúde e afirmou, na quinta-feira (12), durante reunião da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau), que a entidade deve fechar 2016 com o saldo negativo de R$ 10 milhões. O déficit operacional está em torno de R$ 700 mil, que deve ser revertido, conforme ele, com a diminuição das despesas e aumento da receita.

A dificuldade em receber os pagamentos em dia reflete no cumprimento com as obrigações do hospital. “Tenho atraso com profissionais médicos fechando período de dezembro em R$ 7,5 milhões, por isso da greve”, justifica acrescentando que tem mantido conversa com a categoria solicitando um voto de confiança, pois o cidadão precisa ser atendido. Além disso, são mais R$ 4,5 milhões de dívida com laboratórios e fornecedores de medicamentos e mantimentos. “Chegamos a R$12 milhões, sem receber um centavo, a não ser o dinheiro que a prefeitura repassou na sexta-feira passada,” afirma.

Frente a este panorama e há 15 dias no comando do hospital, Bianchi pontua que a missão recebida é de que a gestão da entidade deve ser de austeridade. “Precisamos otimizar o pouco dinheiro que recebemos do SUS. O Santa  atende 98% SUS e todos  sabem que o Sistema é deficitário e não paga sua conta,” completa.

O governo do RS está entre os maiores devedores, com valores em atraso desde o ano de 2014. São aproximadamente R$ 50 mil que, de acordo com Bianchi, já está em processo judicial e não se sabe quando será pago. Também há pendências do ano passado. Cerca de R$ 3 milhões do mês de novembro e outro igual montante de janeiro de 2017. “Isso é o que o Santa tem para receber para trabalhar no mês de janeiro. Se não tivesse socorro da prefeitura de Erechim nós não teríamos pago a folha dos funcionários,” comenta.

Com relação a receita, a casa de saúde tem aproximadamente R$ 100 mil ainda por receber dos repasses de municípios da região.

“Saúde regional na UTI”

Diante desta situação, o prefeito reeleito de Paulo Bento, Pedro Lorenzi, declarou que é necessário que a gestão do hospital seja mais transparente e sugeriu a realização de uma auditoria na casa de saúde. A prefeita reeleita de Itatiba do Sul, Adriana Tozzo, compactua da mesma ideia e acredita que o que falta é gestão. “O que deixamos de repassar o Estado fez, com atraso, mas fez. Agora o hospital também precisa reduzir custos,” comenta comparando a administração da Fundação a dos municípios, que também estão fazendo cortes para reduzir gastos. O prefeito reeleito de Três Arroios, Lírio Zarichta, mantém o hospital da cidade para atender a população do município, de 2.800 habitantes, “atendendo o básico” e com alto investimento. Casos mais complexos ainda são encaminhados para o Santa Terezinha. O gestor iniciou sua manifestação anunciando que “a saúde da região está na UTI”. Zarichta acredita na força dos prefeitos do Alto Uruguai e que unidos precisam mostrar para os governantes que os hospitais dos pequenos municípios são viáveis. Sugeriu ainda que sejam retomados os trabalhos da Comissão de Saúde da Amau para tratar, além dos temas de interesse do Santa Terezinha, também sobre a saúde regional. O prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt, seguiu a linha de Zarichta e pontuou sobre a força dos 32 prefeitos, representando 250 mil habitantes no momento de fazer solicitações frente a União e o governo do Estado.

Expectativa é de que parceria seja mantida

O secretário de Saúde de Erechim Dércio Nonemacher também esteve no encontro e disse que um dos grandes objetivos é reduzir os custos fixos do hospital, que está bem equipado, mas que precisa ser melhorado no quesito hotelaria. E que há a necessidade de aquisição de um aparelho de tomografia, através de uma campanha regional.

Nonemacher anunciou aos prefeitos que está disposto a colaborar com todos os municípios e a discutir custo fixo e variável do hospital, por que ele tem que ser administrado em conjunto. Durante a conversa, Bianchi, também pediu que a parceria entre municípios e a FHSTE seja mantida, visando o equilíbrio da casa. 

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