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Política

Cairoli pede apoio do empresariado erechinense

Vice governador esteve em Erechim e almoçou com lideranças políticas e empresariais

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Vice governador palestrou para lideranças políticas e empresariais de Erechim e região
Por Antonio Grzybowski
Foto Antonio Grzybowski

O vice governador do Rio Grande do Sul esteve em Erechim nesta terça-feira (13) para apresentar o Plano de Modernização do Estado. No encontro com lideranças políticas e empresariais, José Paulo Cairoli (PSD) detalhou aspectos do conjunto de medidas que tramita na Assembleia Legislativa e alertou que o governo não tem "plano B" para recuperar as finanças públicas. Também pediu apoio dos políticos e empresários da região para sensibilizar os deputados sobre a importância do "pacotaço" para o futuro do RS.
Cairoli foi recepcionado pelo presidente da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim, Claudionor Mores, que fez a abertura do último Prata da Casa de 2016. A tradicional reunião almoço da Accie sempre discute assuntos de interesse coletivo da classe empresarial e o pacote de medidas anunciado pelo governo do Estado, lotou o auditório do Polo de Cultura.


Estado nasceu para não funcionar 
Desprovido de formalidades e propenso a convencer a plateia sobre o choque de gestão proposto pelo governo, Cairoli iniciou a palestra afirmando que está convencido que o Estado foi criado para não funcionar. A declaração, segundo ele, está baseada na experiência de dois anos no poder Executivo e nos estudos elaborados pela equipe técnica do governo para embasar o plano de modernização sustentado por três eixos: reforma da estrutura administrativa, mudanças nas regras do serviço público e medidas de ajustes fiscais. Cairoli reiterou que as ações que serão tomadas após a aprovação do pacote no parlamento gaúcho, "são medidas simples que não entendo como nunca ninguém pensou nisso antes", declarou. 
Antes, lembrou que o caos financeiro do Estado não é culpa de um governo ou de uma sigla partidária, mas sim da falta de ação concreta de todos os governos que ao longo do tempo adotaram medidas paliativas para conter a sangria do dinheiro público. Também culpou partidos e deputados que - historicamente - se serviram do estado, lembrando que entre as medidas propostas está a mudança no sistema de repasse de recursos para os poderes Legislativo e Judiciário.


Déficit milionário 
Por meio da exposição de um audiovisual, Cairoli explicou que o déficit no início de governo, previsto para 2018, era de R$ 25 bilhões. Com as primeiras medidas adotadas a projeção caiu para R$ 8,7 bilhões. O objetivo final do projeto do governo é economizar R$ 6,7 bilhões em quatro anos e reduzir o saldo negativo para menos de R$ 2 milhões. Segundo Cairoli para atingir as cifras propostas no plano seria necessário elevar a cota do ICMS para 28%, sendo que a possibilidade de aumento de impostos está descartada, segundo o vice governador.


Apoio de lideranças
A manifestação de José Paulo Cairoli agradou as lideranças políticas e empresariais presentes. O prefeito Paulo Polis (PT) reconheceu que o plano de modernização é uma tentativa válida do governo para recuperar a capacidade financeira do Estado. Para o vice presidente do Conselho Deliberativo da Accie, Dirceu Pezzin, o governo age corretamente ao tomar a iniciativa de propor um modelo de gestão espelhado na iniciativa privada, priorizando a eficiência nas ações e a responsabilidade na aplicação do dinheiro. O prefeito eleito Luiz Francisco Schmidt (PSDB), também prestigiou a palestra e anunciou apoio ao pacote do governo gaúcho. 
Sobre algumas medidas que poderiam ser inclusas no pacote, Cairoli disse que nem tudo pode ser feito de uma vez, inclusive a extinção ou fusão do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). Afirmou ainda que o governo realiza inventário para analisar todo o patrimônio físico e não descartou a possibilidade da venda de imóveis.

Saiba mais
O conjunto de medidas busca reverter o cenário de déficits públicos das últimas décadas, agravado pela maior crise da história da economia brasileira. Essa combinação deixa o Executivo sem perspectivas de investir. O plano coloca em discussão o tamanho e a função do Estado e sugere como prioridades Segurança, Saúde, Educação, Infraestrutura (estradas) e Área Social. A reestruturação da máquina pública prevê, por exemplo, a fusão de secretarias, a extinção ou a alteração de órgãos da administração indireta, e a privatização ou federalização de companhias. Todos os PLs foram protocolados no Legislativo com pedido de urgência.

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