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Expressão Plural

O que faltou dizer sobre as Copas (parte 4)

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Everton Ruchel
Por Everton Ruchel
Foto Arquivo pessoal

Chegamos ao quarto e último texto com o que faltou dizer sobre as Copas do Mundo. Hoje, é a vez de 1998, 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022.

O jogo da paz: na Copa do Mundo de 1998, na França, as seleções do Irã e dos Estados Unidos se enfrentaram em um confronto histórico na primeira fase, chamado de “jogo da paz”. A partida ganhou esse nome devido ao simbolismo de paz e espírito esportivo demonstrado pelos atletas, em contraste com as tensões diplomáticas políticas que dividem as duas nações desde a Revolução Islâmica de 1979. Antes da partida, os jogadores se presentearam com flores e posaram juntos para fotos.

O gol mais rápido: o atacante da Turquia, Hakan Sükür, fez o gol mais rápido da história das Copas em 2002, na edição sediada na Coreia do Sul e no Japão. Com apenas 11 segundos de jogo, logo após a saída de bola, a seleção sul-coreana sofreu uma pressão imediata e perdeu a posse para o ataque turco. Nesse jogo, a Turquia venceu por 3 a 2 e ficou com o terceiro lugar do Mundial.

A Batalha de Nuremberg: nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, as seleções de Portugal e Holanda realizaram um dos confrontos mais violentos da história dos Mundiais, que fez o árbitro russo Valentin Ivanov bater o recorde de advertências em torneios da FIFA ao aplicar 16 cartões amarelos e quatro cartões vermelhos. No meio do caos, a seleção portuguesa, comandada por Luiz Felipe Scolari, venceu o duelo por 1 a 0.

Nada de escorpião: o francês Raymond Domenech foi o técnico da França nas Copas do Mundo de 2006 e 2010. Adepto confesso da astrologia, ele utilizava mapas astrais como critério extra para montar seus elencos, evitando convocar atletas do signo de Escorpião por acreditar que eles tinham personalidades difíceis, traiçoeiras e capazes de contaminar o ambiente do grupo. No total das duas competições, Domenech chamou 41 jogadores e incluiu apenas um escorpiano de forma excepcional, o lateral Anthony Réveillère em 2010, na edição realizada na África do Sul.

A mordida uruguaia: durante a partida entre Uruguai e Itália na fase de grupos da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, o atacante uruguaio Luis Suárez mordeu o ombro do zagueiro italiano Giorgio Chiellini dentro da grande área. O árbitro não viu a infração no momento, mas as imagens da transmissão televisiva flagraram a agressão. Como consequência do ato antidesportivo, a FIFA suspendeu Suárez por nove jogos oficiais de seleções e banindo-o de qualquer atividade relacionada ao futebol por quatro meses, além de aplicar uma multa financeira.

O campeão sem memória: O volante alemão Christoph Kramer foi escalado de última hora para a final da Copa de 2014 contra a Argentina. Após sofrer uma forte pancada na cabeça, ele continuou jogando por um tempo desorientado. Kramer chegou a perguntar ao árbitro se aquela era realmente a final da Copa. Ele foi substituído logo depois e até hoje não tem memórias de ter jogado a final do Mundial.

Recorde de gols contra: a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, estabeleceu o recorde de gols contra em uma única edição do torneio, com o total de 12 gols. Um deles foi marcado pelo brasileiro Fernandinho, a favor da Bélgica nas quartas de final, e outro foi anotado pelo croata Mario Mandzukic, que marcou o primeiro gol contra da história das finais de Copas do Mundo a favor da França.

O estádio desmontável: o Estádio 974, construído pelo Catar para a Copa do Mundo de 2022, foi o primeiro na história do torneio projetado para ser totalmente desmontável. Erguido em Doha com exatos 974 contêineres marítimos e estruturas de aço modulares, ele sediou sete partidas do Mundial. A ideia inicial era que o estádio tivesse suas peças desmanteladas para destinação a outros projetos esportivos, mas isso ainda não aconteceu totalmente.

Chegamos ao fim. Depois de seis meses e 26 textos, encerro com prazer esta série que me comprometi a escrever. Agradeço muito a todos que reservaram um tempo para ler, semanalmente, todos os artigos. Em breve, a vida voltará ao normal por aqui.

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