O Colégio Franciscano São José está entre as instituições participantes da 5ª edição do Open Innovation X, iniciativa promovida pela URI Erechim, Sebrae e Sicredi UniEstados. A competição reúne cerca de 100 estudantes da 3ª série do Ensino Médio de escolas públicas e privadas de Erechim para o desenvolvimento de soluções voltadas a desafios reais apresentados por empresas da região.
A proposta do projeto é aproximar os jovens do ambiente corporativo por meio de uma maratona de inovação aberta, estimulando a análise de problemas, o trabalho em equipe e a elaboração de soluções aplicáveis ao setor produtivo.
Desafio empresarial
Durante as atividades, os estudantes do Colégio Franciscano São José participaram de uma imersão junto à Vaccaro Indústria, onde receberam o desafio de propor alternativas para otimizar processos relacionados à gestão logística da empresa. Para compreender o contexto da demanda, os participantes realizaram uma visita técnica às instalações da organização.
Segundo o estudante Carlos Eduardo Anzolin, a atividade permitiu conhecer aspectos do funcionamento da empresa que não fazem parte do cotidiano escolar. “Foi uma experiência bem legal. Nós aprendemos mais sobre a empresa e sobre coisas que a acabávamos não conhecendo por não ser da nossa área”, afirmou.
Jean Lucas Kaszmirski falou sobre a importância da visita para a construção da proposta apresentada pelo grupo. “Eu cheguei lá, me posicionei, dei minhas ideias e comecei a escutar o que eles queriam ou não”, relatou.
Desenvolvimento da solução
A dinâmica da competição prevê etapas com prazos definidos para a elaboração e entrega das propostas, exigindo organização e adaptação dos participantes. O processo também inclui avaliações e feedbacks ao longo do desenvolvimento dos projetos.
Para Victor Anzolin, a experiência proporcionou aprendizados relacionados à gestão do tempo e ao trabalho sob pressão. “Na escola os professores dão bastante tempo. Já fora da escola, no trabalho, também será assim. Teremos que aprender a lidar bem com a pressão”, disse.
A equipe utilizou recursos de inteligência artificial na construção da proposta apresentada à banca avaliadora. Conforme explicou Caetano Batistelli, a solução desenvolvida recebeu o nome de Smart Tag. “Usamos 100% de inteligência artificial. O nosso conteúdo apresentado foi moldado por uma IA, mas de forma lapidada, o que nos diferenciou dos outros grupos”, afirmou.
Apresentação final
O encerramento da etapa contou com a realização dos pitches, apresentações em que os grupos defenderam suas soluções diante dos avaliadores em até 3 minutos. Durante esse momento, uma atitude de Jean Lucas Kaszmirski chamou a atenção dos participantes: o estudante utilizou um cronômetro visível para auxiliar todas as equipes no controle do tempo disponível para as apresentações.
Segundo Victor Anzolin, a iniciativa foi reconhecida pelos avaliadores. “Foi um diferencial meio que deixando de lado a competição”, comentou.
Formação prática
De acordo com o diretor-geral do Colégio Franciscano São José, Volnei Fortuna, a participação dos estudantes está alinhada ao uso de metodologias que incentivam a resolução colaborativa de problemas e a aproximação dos alunos com situações reais encontradas no mercado de trabalho.
“Isso nos alegra muito porque demonstra que o Colégio Franciscano São José consegue ultrapassar os muros da escola através do jeito franciscano de educar. O resultado demonstra a seriedade pedagógica institucional e o desenvolvimento epistemológico e humano dos nossos estudantes”, avaliou.
Além do Colégio Franciscano São José, outras escolas públicas e privadas de Erechim participam da competição, que segue com atividades voltadas à inovação, ao empreendedorismo e à busca de soluções para desafios apresentados por empresas da região.