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Política

A Tranbrasiliana não pode voltar para a gaveta

Depois de entrar no Orçamento da União para 2026 e receber prioridade política, a demanda mais antiga da região exige vigilância e pressão permanente, para que o edital seja publicado

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Se a Transbrasiliana é a maior e mais antiga reivindicação da história da região, nada menos do que
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Aproveito uma postagem do deputado federal Paulo Pimenta, feita no último domingo, 1º de fevereiro (um dia antes da retomada dos trabalhos no Congresso Nacional0, para tratar de um tema que atravessa décadas de espera: a Tranbrasiliana, a BR-153, no trecho de 68,4 quilômetros de estrada de chão que liga Erechim a Passo Fundo.

Plantio e colheita

Em sua manifestação, o parlamentar afirmou que a política é feita de plantio e de colheitas, referindo-se às entregas de obras. Em determinado momento, ao falar sobre a rodovia, foi direto: “esse será o ano que iremos licitar a Transbrasiliana”.

Retomar a pressão é fundamental

É justamente nesse ponto que está o gancho. Depois de toda a mobilização registrada no ano passado, envolvendo lideranças políticas e empresariais de Erechim e região, além do Planalto Médio, chegou a hora de voltar à carga. Retomar a pressão é fundamental para que a obra, desta vez, saia do papel e das intenções e seja efetivamente executada.

Obra incluída na LOA

No fim de 2025, a Tranbrasiliana foi incluída no Orçamento da União para 2026, por meio da Lei Orçamentária Anual (LOA) do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Os recursos foram alocados pela Bancada Gaúcha, com o apoio de 18 parlamentares entre os 34 que a compõem (31 deputados federais e três senadores), totalizando R$ 16,35 milhões, sendo R$ 1 milhão oriundo do Executivo.

Vários movimentos

Esse foi o último movimento decisivo para que a obra, após meio século de promessas e frustrações, realmente se concretize. Antes disso, houve a votação da Bancada Gaúcha que garantiu a Tranbrasiliana como prioridade do Rio Grande do Sul, resultado de uma peregrinação incansável de lideranças, gabinete por gabinete, convencendo parlamentares da importância estratégica da rodovia não apenas para o Norte Gaúcho, mas para o Estado e para o país.

Nem todos que disseram ‘sim’, honraram o voto

O Jornal Bom Dia também atuou de forma incansável antes da votação, buscando comprometer os políticos com a pauta da Tranbrasiliana. Nem todos os que disseram ‘sim’ honraram o voto, mas a pressão foi intensa. Lembro bem o que me disse um parlamentar à época: “é fundamental iniciar a obra. Depois, a cada ano, a Bancada Gaúcha coloca mais valores, e a União também”.

A promessa

Outros caminhos também foram percorridos ao longo do ano passado. Houve audiência pública em Erechim para tratar do tema e, posteriormente, a visita de uma comitiva ao Ministério dos Transportes. Na ocasião, o ministro Renan Filho foi direto, sem deixar margem para dúvidas ou interpretações, afirmou que a obra poderia entrar no Orçamento da União de 2026 (como de fato entrou), para lançar o edital, desde que os parlamentares gaúchos a escolhessem como prioridade. E assim foi feito.

O que falta ainda

Os parlamentares garantiram os recursos e o governo federal incluiu a obra no orçamento de 2026. O que falta agora é o edital, prometido para abril. Um detalhe que exige atenção: nesse período, o ministro Renan Filho não deve mais estar à frente da pasta, pois precisará se exonerar seis meses antes, conforme determina a legislação eleitoral, para concorrer a cargo eletivo por Alagoas.

Não é hora de esperar em berço esplêndido

Apesar de o processo caminhar para um desfecho favorável, com trâmites avançados, não é hora de esperar em berço esplêndido. É preciso intensificar a mobilização e retornar a Brasília antes que o ministro deixe o cargo, pressionando pela publicação do edital. Afinal, pelo tempo de espera, as primeiras promessas dessa obra foram escritas à mão, depois em máquinas de datilografia, muito antes do advento dos computadores e da internet.

O risco de retrocesso ainda ronda a pauta

Nunca se esteve tão perto de atender à demanda mais antiga da região. Mas, como tantas vezes ao longo da história, o risco de retrocesso ainda ronda a pauta. Se esta é a maior e mais antiga reivindicação da história da região, nada menos do que sua concretização é aceitável.

 

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