A próxima terça-feira, 4 de novembro, pode ser histórica para o Norte gaúcho — e, por que não dizer, para todo o Rio Grande do Sul. É o dia em que a Bancada Gaúcha votará as obras prioritárias para o orçamento da União de 2026, e entre elas, volta à pauta um sonho que já atravessou gerações e governos: a pavimentação da BR-153, a Transbrasiliana, no trecho entre Erechim e Passo Fundo — 68,4 quilômetros de chão, poeira e promessas.
Corrida contra o tempo
O Comitê Pró BR-153 – “A rodovia de todos” não tem dado trégua. As reuniões são constantes, as estratégias ajustadas ao ritmo das incertezas de Brasília. E na última quarta-feira (29), veio a surpresa: a votação, prevista para o final de novembro, foi antecipada para o início do mês. “Fomos pegos de surpresa”, sublinhou o membro do Comitê, Jackson Arpini.
Instituições estadual endossam o pleito
Mesmo com o cronômetro acelerado, o grupo não recuou. Intensificou as articulações, ampliando o número de entidades que apoiam o pleito. Hoje, já não é apenas um pedido regional: é uma causa estadual, endossada por instituições de peso como Farsul, Federasul, Fecomércio, Famurs, Fórum dos Coredes, Federação Varejista, Unicafes, Sutraf e o Núcleo de Cooperativismo, entre outras.
Decisões políticas e compromisso público
A Transbrasiliana é uma demanda que se arrasta há meio século, mas o tempo, por si só, não pavimenta estradas. São as decisões políticas, e o compromisso público, que fazem o asfalto sair do papel. Por isso, o Comitê busca garantir presença em Brasília na próxima semana, para reforçar o pedido e entregar novamente o material atualizado aos parlamentares.
Sinalização do Ministério dos Transportes
O ministro dos Transportes, Renan Filho, já sinalizou que, caso a rodovia seja escolhida como obra prioritária, será incluída no orçamento da União de 2026 e incorporada ao PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, com previsão de início das obras em abril do próximo ano.
O poder transformador da infraestrutura
Na próxima terça-feira, o Norte do Estado — e todos que acreditam no poder transformador da infraestrutura — esperam um voto que pavimente o futuro.