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Política

A política não perde oportunidades de expor suas sutilezas

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Marcelo Arruda (PSD), Fifo Parenti (MDB) e Salmo Dias de Oliveira (Progressistas), são pré-candidato
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Os Encontros Regionais de Controle e Orientação (ERCOs), promovidos pelo Tribunal de Contas do Estado, têm como objetivo principal levar orientação técnica aos gestores municipais. Em Erechim, na terça-feira (9), 55 municípios da região participaram do evento, que trouxe uma pauta robusta em diversas áreas da gestão pública.

Como costuma acontecer, a técnica dividiu espaço com a política. Os conselheiros do Tribunal de Contas chegam à Corte por indicação política, e isso transpareceu nos discursos de abertura.

Pietroski e a escola de Polis

O vice-presidente do TCE, Iradir Pietroski, de Erval Grande, não escondeu suas origens parlamentares. Ex-presidente da Assembleia Legislativa e ex-deputado estadual por vários mandatos, lembrou sua relação com Paulo Polis, prefeito de Erechim: “O Polis teve a escola do Pietroski. Foi meu cabo eleitoral na minha primeira eleição em Campinas do Sul. Eu tinha um sonho de ser prefeito de Erechim, mas a política não me deu. Mas está bem encaminhada à prefeitura de Erechim”.

No registro, mais do que uma saudação, ficou um recado: a política é feita de trajetórias cruzadas e dívidas simbólicas.

Postal e o “fenômeno”

Já o conselheiro Alexandre Postal preferiu exaltar o desempenho eleitoral de Polis: quatro vitórias consecutivas, em diferentes partidos, sempre com apoio majoritário. Para Postal, trata-se de um fenômeno político — um elogio que reforça o peso regional do atual prefeito.

Peixoto e a sinfonia política

Quem comandou a sinfonia política foi o presidente do TCE, Marco Peixoto. Com habilidade, transformou o palco técnico em arena eleitoral. Saudou não apenas as autoridades, mas fez questão de levantar os nomes de três pré-candidatos a deputado estadual, presentes ao evento: Salmo Dias de Oliveira (Progressistas), Marcelo Arruda (PSD) e Fifo Parenti (MDB).

Incentivo e humor

A cada menção, um incentivo — e até certo humor:

1)         Para Salmo, lembrou a derrota por menos de 200 votos e lançou um “agora vai dar certo”.

2)         Para Arruda, ex-presidente da Famurs, pediu que se levantasse na plateia e declarou torcida por sua eleição.

3)         Para Fifo, presidente da Câmara de Erechim, arrancou risadas ao perguntar: “Mas o prefeito te apoia?”. Polis não hesitou: “Eu apoio”.

A primeira fila

Só que a cena teve seu tempero: na primeira fila, acompanhava tudo o prefeito de Marcelino Ramos e presidente da AMAU, Delfim, que pré-candidato ao mesmo cargo, que Fifo Parenti, numa disputa interna do MDB. A política não perde oportunidades de expor suas sutilezas.

O saldo político

O que deveria ser apenas um espaço de orientação aos municípios acabou funcionando também como vitrine eleitoral. Não há novidade nisso. O TCE, embora técnico em sua função constitucional, tem no seu colegiado, figuras moldadas na política. E em ano pré-eleitoral, discursos e gestos ganham outro significado.

Erechim, mais uma vez, mostrou seu peso regional: na técnica, reuniu gestores de 55 municípios; na política, serviu de palanque para quem já projeta 2026.

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