Neste cálice ao meu lado
respiram por mim
mil cavalos.
Reconstruo a folha rasgada.
Um aceno descrente
veste-se de juras findas.
Acordes de um violino
pegam no colo
o meu poema mais triste.
Há um afastamento de perfume
no licor que ainda recria
um rosto na vidraça.
Estão comigo, longes desiguais
com a cadeira vazia.
E, as inquietas lembranças que surgem,
surgem demoradamente...