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Expressão Plural

Entre cartazes e fitas, o que realmente significa empatia?

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Gabriela de Freitas Machado.jpeg
Por Gabriela de Freitas
Foto Arquivo pessoal

Saúde mental é um tema amplamente debatido, principalmente em setembro, quando as campanhas de prevenção ao suicídio ganham maior visibilidade. Trata-se de um mal silencioso que atravessa a vida de todos, em meio a um mundo acelerado e cheio de cobranças. Mas, diante de tantos discursos disfarçados de preocupação, surge a pergunta: estamos realmente atentos à saúde mental das pessoas? Entre cartazes e fitas amarelas, existe de fato a prática da tão falada — e, muitas vezes, superficial — “empatia”?

Mas afinal, o que é empatia? De acordo com as definições psicológicas, é a capacidade de se identificar com o outro; de, a partir das próprias percepções e sensações, colocar-se em seu lugar, tentando compreendê-lo. No entanto, em uma sociedade que valoriza excessivamente o “eu” e a busca incessante pelo “meu melhor”, acabamos esquecendo o outro. Essa mesma corrida pelo aperfeiçoamento constante também nos adoece. Ansiedade, burnout, síndrome do pânico e depressão surgem como consequências dessa exigência de sermos bons em tudo, o tempo inteiro — algo humanamente impossível.

Aqui cabe um reconhecimento aos profissionais da psicologia, que estão na linha de frente contra esse mal invisível. São eles que ajudam a tornar a dor dos dias mais suportável e a organizar pensamentos que, quando estamos imersos em pressões e preocupações, parecem intransponíveis.

Ninguém está imune a se sentir impotente diante de tantas demandas e informações. Ainda assim, há quem insista em dizer: “Passei por isso e estou aqui”. Essa frase, longe de ser empática, revela insensibilidade. Afinal, suas vivências não são as mesmas do outro e não podem ser tomadas como regra universal. Por que trazer esses apontamentos? Para que não sejamos apenas uma “mensagem vaga” em um dia tão sério. Pessoas perdem a vida não apenas por não serem ouvidas, mas sobretudo por não serem compreendidas. Que possamos olhar para o próximo sem julgamentos — já há juízes demais, prontos a ditar verdades sobre si e sobre os outros.

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