Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, publicou recentemente uma portaria que destina R$ 2,4 milhões para Erechim, a ser empegado em políticas públicas aos migrantes que vivem no município.
Os recursos
Quem irá gerir esses recursos é a Secretaria municipal de Assistência Social. O secretário da pasta, Micael Kasmirski, em entrevista à TV Bom Dia discorreu como serão utilizados esses recursos. De acordo com Micael, os valores ainda não foram depositados, numa conta especial para essa finalidade, o que deve acontecer nos próximos dias. Após, o município tem 30 dias para apresentar o projeto de aplicabilidade dos valores.
Em torno de 10 mil pessoas
Não se tem o número exato de migrantes, principalmente venezuelanos que vivem em Erechim. Estima-se pela ocupação no mercado de trabalho, inserção no cadastro único, e controle de entrada via Roraima, que são quase 10 mil. “Para isso o município precisa de estrutura em saúde, educação e moradia e ter políticas públicas de os colocarem no mercado de trabalho”, pontua Micael.
Inserção no mercado de trabalho
E atualmente os migrantes ocupam um espaço grande no mercado de trabalho. Das 1.767 vagas criadas em 2025, os estrangeiros que residem em Erechim, ocupam 465 delas. Isso representa 26,31%. A tabulação do novo Caged, que iniciou em 2020, aponta a força da mão de obra estrangeira. Das 7.773 vagas criadas na formalidade em Erechim, nesse período, 2.779 foram preenchidas por estrangeiros, o que representa 35,75%.
Atrás de Porto Alegre e Caxias do Sul
E essa tendência foi detectada pela Assistência Social do município, e principalmente pelos RHs das empresas, que estão indo até Roraima (divisa com a Venezuela), onde contratam pessoas para vir trabalhar em Erechim, pagando deslocamento e até moradia por um tempo, até se estabilizarem. Essa informação foi repassada pelo secretário Micael, que ainda revela que Erechim é a terceira cidade do RS no número de migrantes, atrás apenas de Porto Alegre e Caxias do Sul.