A Reforma Tributária aprovada em 2023 no Brasil entra em vigor, em período de transição, a partir de 2026 com previsão de valer integralmente a partir de 2033. O objetivo é calibrar as futuras alíquotas e permitir que contribuintes e administrações tributárias ajustem seus sistemas.
A principal mudança
A principal mudança está na substituição de cinco antigos tributos por dois novos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), gerido por estados e municípios.
Redução da complexidade do sistema de impostos
A Reforma Tributária é essencial para reduzir a complexidade do sistema de impostos no Brasil — que impacta diretamente a competitividade das empresas e o crescimento econômico. Hoje, o país possui um dos sistemas tributários mais burocráticos do mundo, elevando custos e dificultando o ambiente de negócios.
Novo sistema pressiona municípios
Na última segunda-feira,21, advogado tributarista, Valdecir Moschetta, participou de assembleia da AMAU, e fez uma explanação sobre as principais mudanças com a entrada em vigor da nova Reforma Tributária. Relatou os pontos fortes, os alertas e críticas sobre o modelo que começa a ser implantado gradativamente no ano que vem. E uma das críticas é a distribuição de 25% do IBS (junção do ICMS e o ISS em um único imposto) para municípios, com peso maior para a população (critério de distribuição dos impostos aos municípios).
Municípios menos populosos e boa produção serão penalizados
Na prática, esse novo formato prejudicará municípios menos populosos e que tenham boa produção. Diante dessa constatação, Moschetta, fez um levantamento dos 32 municípios da AMAU, levando em conta a população do Censo 2022, para mostrar aproximadamente, quem ganha, que perde e quem empata com o novo regramento e o ranking atual entre os 497 municípios gaúchos e como deve ficar, no início de 2033, quando a reforma tributária será implementada na íntegra, após o período de transição.
O ranking no Alto Uruguai
Na AMAU, 11 municípios irão melhorar sua posição, três se mantem igual e 18 irão cair no ranking, o que irá desafiar os gestores públicos, em função de queda de arrecadação. A seguir, os 32 municípios, de forma individualizada, e os dados atuais e as projeções futuras.
Aratiba: 51ª posição atual, e cairá para 213º.
Áurea: 400ª posição atual e subirá para 331º
Barão de Cotegipe: 181ª posição atual e cairá para 197º.
Barra do Rio Azul: 376ª posição atual e cairá para 477ª.
Benjamin Constant do Sul: 479ª posição atual e subirá para 444º.
Campinas do Sul: 208ª posição atual e cairá para 255º.
Carlos Gomes: 493ª posição atual e se mantem na 493ª.
Centenário: 430ª posição atual e subirá para 386º.
Charrua: 432ª posição atual e subirá para 381º
Cruzaltense: 410ª posição atual e cairá para 483º
Entre Rios do Sul: 304ª posição atual e cairá para 391º
Erebango: 363ª posição atual e se mantém na 363ª
Erechim: 19ª posição atual e se mantém na 19ª.
Erval Grande: 329ª posição atual e subirá para 265º.
Estação: 207ª posição atual e cairá para 243º.
Faxinalzinho: 447ª posição atual e subirá para 410ª.
Floriano Peixoto: 475ª posição atual e cairá para 480º
Gaurama: 213ª posição atual e cairá para 241º
Getúlio Vargas: 132ª posição atual e subirá para 117ª
Ipiranga do Sul: 358ª posição atual e cairá para 476º.
Itatiba do Sul: 429ª posição atual e subirá para 343ª.
Jacutinga: 279ª posição atual e cairá para 333º.
Marcelino Ramos: 332ª posição atual e subirá para 293ª.
Mariano Moro: 444ª posição atual e cairá para 464º
Paulo Bento: 379ª posição atual e cairá para 438º.
Ponte Preta: 387ª posição atual e cairá para 486º.
Quatro Irmãos: 395ª posição atual e cairá para 488º.
São Valentim: 407ª posição atual e subirá para 338ª.
Sertão: 170ª posição atual e cairá para 246º.
Severiano de Almeida: 307ª posição atual e cairá para 330º
Três Arroios: 307ª posição atual e cairá para 401º.
Viadutos: 322ª posição atual e subirá para 271ª