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Política

Câmara aprova veto parcial a projeto que trata da fiscalização de cabos ilícitos em Erechim

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Por Assessoria
Foto Divulgação

Na 26ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Erechim, realizada na terça-feira (15), os vereadores aprovam o Veto nº 001/2025, relacionado ao Projeto de Lei Ordinária Legislativo nº 029/2025, que dispõe sobre a aplicação de sanções administrativas a empresas de reciclagem e sucatas que adquirirem ou mantiverem em estoque cabos de origem ilícita no município.

Embora reconheça a boa intenção do projeto apresentado, o Poder Executivo decide pelo veto parcial da proposta, com base em vícios de inconstitucionalidade identificados nos artigos 5º e 6º do texto.

Fundamentação do veto

O Executivo argumenta que os dispositivos vetados infringem o princípio da separação dos poderes e ultrapassam a competência do Legislativo ao atribuírem funções específicas a órgãos da administração municipal, como a Secretaria de Meio Ambiente, a Vigilância Sanitária e as forças de segurança pública.

Entre os principais pontos levantados estão:

            •          Invasão de competência do Executivo: O projeto impõe atribuições a órgãos do Executivo, o que viola a prerrogativa exclusiva do prefeito de organizar a estrutura administrativa municipal.

            •          Imposição de prazos operacionais: O texto obriga a realização de fiscalizações em até sete dias úteis após ocorrências de furto ou vandalismo, o que compromete a autonomia técnica e a capacidade operacional dos órgãos envolvidos.

            •          Conflito com normas já existentes: A proposta desconsidera protocolos técnicos e legais vigentes, podendo gerar conflito com regulamentações superiores e prejudicar a atuação fiscalizatória.

            •          Risco à eficiência administrativa: A exigência de ações imediatas e articuladas com outras esferas de governo, sem planejamento ou previsão orçamentária, fere o princípio da eficiência previsto na Constituição Federal.

O veto parcial não invalida a importância da pauta tratada — o combate à comercialização de cabos de procedência duvidosa —, mas reforça a necessidade de respeitar os limites legais e administrativos para sua efetiva implementação.

Com a aprovação do veto em plenário, os dispositivos considerados inconstitucionais deixam de integrar o projeto, que segue para promulgação com os demais artigos mantidos.

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