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Política

“Precisamos ser assertivos para os próximos prefeitos receberem as concessões organizadas”

Prefeito de Erechim, Paulo Polis, fala sobre saneamento básico, coleta de lixo, transporte público, estacionamento rotativo e mobilidade urbana

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Polis atualizou as fotos do painel que tem em seu gabinete, com ações e obras entregues nesse ano
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Na manhã de ontem, 28, estive no gabinete do prefeito de Erechim, Paulo Polis, e conversamos sobre vários assuntos relacionados a administração pública e seus desafios. Permeou a conversa as concessões públicas – transporte coletivo, saneamento básico, lixo e estacionamento rotativo pago -, e ainda a mobilidade urbana.

Para ele nos últimos 10 anos, mudou muito o arcabouço jurídico e a legislação das concessões e as parcerias público privadas, tema recente, que faz com que o município precise de adaptar a cada dia, mas é necessário ser assertivo, pois os contratos são de 20 a 35 anos: “precisamos fazer algo para que os próximos prefeitos recebam a prefeitura com as concessões muito bem organizadas”.

Edital do saneamento para o segundo semestre

Sobre o saneamento, Polis reforça o imbróglio jurídico em torno do tema: “A Justiça sempre esteve presente nesse processo. Sempre ganhamos em Erechim e quando chegava no Tribunal de Justiça trancava, com vários questionamentos, entre eles indenização para empresa que presta o serviço. Agora, reorganizamos o edital. Estamos evoluindo, e acreditamos que no segundo semestre conseguiremos lançar o edital de saneamento, e conheceremos a empresa ou consórcio que irá cuidar da nossa água e esgoto”.

Modelo atual de coleta de lixo não é mais viável

Para o prefeito, o modelo atual de recolhimento de lixo seco e orgânico não é mais viável em função da escassa mão de obra no segmento: “temos que partir para conteinerização. E esse sistema de coleta evoluiu muito nos últimos anos, baixando o custo para sua instalação. A nova concessionária do serviço terá um modelo mais atual, mais eficiente e com menos custos para o município”

Problemas do transporte público não é restrito a Erechim

A respeito dos problemas financeiros da empresa que presta serviços do transporte público, o prefeito reforçou que esse problema não é restrito à Erechim, e atinge todos os municípios acima de 50 mil habitantes: “todos precisam colocar recursos do município, para manter os serviços. Porto Alegre coloca mais de R$ 50 milhões por ano. Isso porque a conta das empresas não fecha. Após a pandemia os passageiros reduziram mais de 50% e não retornaram. Buscaram outros modais de deslocamento. Em Erechim, são mais de 600 carros de aplicativo. Se duas pessoas fizerem uma corrida, fica mais barato que andar de ônibus, e são pegos na porta de casa”.  

Para o prefeito, diminuíram as reclamações do estacionamento rotativo

Com relação ao estacionamento rotativo pago, o prefeito afirma que já foram feitas várias intervenções com a empresa que executa o serviço e as reclamações diminuíram: “algumas questões pontuais foram sugeridas pela prefeitura e acatados todos os pedidos dos vereadores, para melhorar o serviço, que é extremamente necessário, num município com 90 mil automóveis. Sem o estacionamento rotativo seria 10 vezes pior. Mas estamos atentos e adequando e melhorando o que for preciso. Tanto é que as reclamações dos usuários vêm diminuindo a cada dia. Esse é um tema em evolução, e precisamos sempre estar atentos aos anseios da população”.

Semáforos mais modernos e a mobilidade urbana

Outro tema abordado foi a mobilidade urbana, já que o município contratou um estudo na gestão passada do atual prefeito. Segundo Polis, recentemente foram reunidas as secretarias afins (Planejamento e Mobilidade Urbana; Obras Públicas; Governança), e se chegou o momento de colocar em prática: “Avaliamos todo o sistema semafórico, pois o atual já cumpriu sua missão. Precisamos novas tecnologias, que contemple a onda verde (sincronia dos equipamentos que permite os veículos atravessar as avenidas sempre com o sinal aberto, desde que mantenha uma certa velocidade). Precisamos de equipamentos modernos flexíveis, possíveis de se adaptar aos horários necessários. Para colocarmos ruas de mão única precisamos ajustar todos os gargalos, entre eles a URI, que estamos fazendo uma via alternativa atrás da universidade. Estamos sendo extremamente técnicos, dentro dos dois estudos contratos pela prefeitura para colocarmos em prática, já no segundo semestre desse ano”, finalizou.

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