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Expressão Plural

Traços e toques Ghibli (II)

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Gerson Egas Severo.jpeg
Por Gerson Egas Severo
Foto Arquivo pessoal

Na coluna passada – estará lembrado o caro leitor/a? -, trouxemos a recentíssima polêmica envolvendo Inteligência Artificial e o Studio Ghibli, polêmica cujo conteúdo, em sua face mais “barulhenta”, reside na possibilidade de usuários do ChatGPT (da OpenIA) terem acesso e fazerem uso de “uma vasta gama de estilos de imagens”.

Um desses estilos, dizíamos então, está ligado à estética do Studio Ghibli, a produtora de filmes de animação criada em 1985 por Hayao Miyazaki, Isao Takahata e Toshio Suzuki - lembremos, por exemplo, de “A viagem de Chihiro”, de 2001. Frente a questões éticas e ligadas à violação de direitos autorais, o próprio Miyazaki manifestou-se de modo duro e incisivo: tratar-se-ia, segundo ele, de um insulto não só à arte, mas à própria vida.

Sem, pelo menos por ora, entrar no mérito da polêmica, eu tive a ideia de trazer para a apreciação do caro leitor/a, que pode ou não conhecer os filmes do estúdio em questão, uma recolha de excertos de diálogos encontrados ali – num exercício de apanhar no voo o que chamei de Filosofia Ghibli, ou “toques Ghibli”. Continuarei esse exercício agora, está bem? Para isso, me baseei e fiz uma pescaria em um blog bem legal e completo, criativo mesmo, chamado “Henpal” e escrito e mantido por um certo Henritz Joy, que se apresenta como um nativo do norte das Ilhas Marianas. Fica a dica!

“A floresta de Tama Hills é nosso lar. Vocês não podem continuar a destruí-la. Esta declaração é de todas as criaturas da floresta.” PomPoko: a grande batalha dos guaxinins, 1994.

“O Espírito da Floresta é a própria vida. Ele está exatamente aqui, agora, tentando nos dizer algo: que é tempo de nós dois vivermos.” A Princesa Mononoke, 1997.

“A vida é sofrimento. É dura. E o mundo é amaldiçoado. Mesmo, assim, é possível encontrar razões para se continuar.” A Princesa Mononoke, 1997.

“Enquanto tu navegas o oceano da vida, o que tu temerias mais? Terríveis tormentas? Correntes traiçoeiras? Não, a verdade é que o oceano da vida é mais perigoso quando está calmo e não se vê uma única ondulação. Quando as águas estão impetuosas, qualquer família pode enfrentar a tormenta unindo as mãos e trabalhando junto. Mas a vida é diferente na calmaria. O vento desaparece. É quando a gente suspira em alívio e relaxa – e se esquece de dar as mãos uns aos outros.” Meus vizinhos, os Yamada, 1999.

“A beleza é fugaz. A vida, longa.” Meus vizinhos, os Yamada, 1999.

“Se tu esqueceres completamente teu nome [tua identidade], jamais poderás encontrar o caminho de volta para casa.” A viagem de Chihiro, 2001.

“Se tu te encontrares confuso ou diante de um problema difícil de ser solucionado, lembre-se que sempre haverá um lugar onde ajuda poderá ser obtida. Tu precisarás encontrá-lo.” O Reino dos Gatos, 2002.

“Uma coisa com que sempre se pode contar é que o coração muda.” O castelo animado, 2004.

“Tu esqueces que toda a vida existe em conexão. A vida não pode ser acumulada, só pode ser dividida! Negue a morte e estarás negando a vida” Contos de Terramar, 2006.

“´Por vezes, é preciso que tu te ergas e lute pelo que vale a pena lutar.” O mundo dos pequeninos, 2010.

“A inspiração desbloqueia o futuro.” Vidas ao vento, 2013.

“Se tu cortares todas as árvores, a montanha restará arruinada. Mas se tu preservares o poder da montanha, e saíres em uma jornada, ela voltará à vida. Árvores precisam de uns bons dez anos, e então tu podes trabalhá-las novamente. Tudo retorna. Certamente a Primavera retornará de novo. É como um círculo. Quando tu pensas que um se esgotou, outro está começando. Sempre se pode contar com isso.” O conto da Princesa Kaguya, 2013.

“A Terra não é impura! Há pesar e tristeza aqui, mas também há felicidade e alegria. Todos os seres experimentam isso em diferentes graus. Todos sentem compaixão.” O conto da Princesa Kaguya, 2013.

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