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Expressão Plural

E se Deus fosse híbrido?

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Por Carlos Silveira
Foto Arquivo Pessoal

A figura de Deus, como conhecemos hoje, criada na Idade Média, assim como o Céu, o Diabo e o Purgatório, é emblemática. Ela nos remete à imagem do homem forte, viril, belo, representando o que há de melhor na figura masculina, ou seja, à semelhança do homem.

Desde os primórdios da humanidade, com os hominídeos em suas cavernas e sem a figura central de um criador, até os dias de hoje, a percepção sobre Deus e seus representantes legendários passou por diversas transformações. Somos ensinados a acreditar que fomos criados à sua semelhança, o que para os católicos tem um significado específico, mas que se diferencia para os islâmicos, tibetanos e outras religiões que surgiram ao longo do tempo.

Mas, e se houvesse uma nova transformação global? E se a imagem e semelhança de Deus fosse centrada em algo até então desconhecido, com as novas gerações tendo uma visão diferenciada do criador?

Hoje, a criação é dividida entre os criacionistas, que defendem a ideia de que a Terra foi criada em sete dias e tudo é fruto da divindade, e os evolucionistas, que acreditam no Big Bang e na evolução que culminou na figura humana, com a ciência ocupando o papel central.

E se a evolução tecnológica atingir o ápice que está se desenhando aos poucos? E se a inteligência artificial (IA) e a ciência, unidas, transformarem as máquinas à semelhança do homem? Sem dúvidas, o hibridismo será a maior tônica da evolução, uma evolução sem volta, que, em breve, fará parte das nossas vidas.

Diante dessa nova realidade, o que pensarão as novas gerações ao se depararem com a perfeição híbrida? O que pensarão sobre Deus e sua semelhança? Como separar o imaginário bíblico da figura real que passará a fazer parte de suas vidas? Como conciliar a visão de um mundo criado em sete dias com uma evolução sem precedentes, que levará à longevidade? Como lidar com um processo, até então desconhecido, que terá grande importância para a saúde, educação, transporte, segurança e o próprio futuro?

E não estou falando sobre ateísmo ou sobre indivíduos que se afastam da religião, até porque de ateus a Terra está cheia, mas sim de uma nova geração que será a ponta de um processo gradual que transformará a humanidade.

O que dirão as novas gerações quando o parto for realizado por humanoides, que também serão médicos, dentistas, professores e exercerão outras profissões? O que dirão sobre a evolução da IA na ciência, na segurança pública e na neurociência? O que pensará essa nova geração sobre a busca infinita pela perfeição homem-máquina e o impacto disso diretamente em seu futuro?

Num futuro próximo ou distante, qual será a semelhança do homem? Deus ou o híbrido? A criação ou a evolução? O presente ligado ao passado ou um futuro real? Caminharemos de forma despótica ou não, em nossa jornada?

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