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Ato simbólico contra o feminicídio em Erechim

Na manhã de sábado, o Coletivo CEFAU organizou uma atividade de conscientização sobre o combate à violência contra a mulher na Esquina Democrática

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Na manhã de sábado, o Coletivo CEFAU organizou uma atividade de conscientização sobre o combate à vi
Na manhã de sábado, o Coletivo CEFAU organizou uma atividade de conscientização sobre o combate à vi
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Por Gabriela de Freitas
Foto Gabriela de Freitas

O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, é uma data emblemática para a reflexão sobre a trajetória das mulheres na sociedade e suas conquistas na luta por igualdade de direitos. Contudo, também é um momento para lembrar dos desafios que ainda precisam ser superados, especialmente no que diz respeito à violência de gênero.

Em Erechim, a data foi marcada por um ato simbólico organizado pelo Coletivo Ecofeminista do Alto Uruguai (CEFAU), realizado na Esquina Democrática, no centro da cidade. O objetivo foi chamar a atenção da comunidade para a problemática do feminicídio, e o gesto visual utilizado foi a disposição de pares de sapatos nas calçadas da Avenida Maurício Cardoso. Ao lado dos sapatos, estavam expostos relatos de vítimas de violência e um QR Code, que direcionava para dados atualizados sobre feminicídios, fornecidos pelo IBGE.

Ato contínuo, uma faixa com a frase "Feminicídio zero: nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada" foi exibida junto ao número de denúncias 180, reforçando a necessidade urgente de combater a violência contra as mulheres e incentivar a denúncia.

Reflexões sobre o ato de combate à violência contra a mulher

O ato simbolizou um chamado à reflexão para todos os que passaram pelo local. Paulo Cesar Lughes, de 52 anos, destacou a importância do diálogo nos relacionamentos e a necessidade de evitar qualquer tipo de violência. "Nada justifica a violência. Se houver um desentendimento, o melhor é sempre resolver com diálogo", afirmou. Ele também ressaltou que a violência não é apenas física, mas também psicológica, deixando cicatrizes profundas nas vítimas.

Rogério Ernani Marques, de 48 anos, também compartilhou seu posicionamento sobre a importância do respeito e do fim dos relacionamentos de maneira pacífica. "Muitos homens não aceitam o término e partem para a violência, o que considero ignorância. O respeito é essencial em qualquer relação", afirmou, concluindo com um conselho: "Nada justifica a violência. Se forem agredidas, procurem atendimento adequado e denunciem."

O Coletivo Ecofeminista

O Coletivo Ecofeminista do Alto Uruguai surgiu da necessidade de debater temas como igualdade de gênero, violência contra a mulher e os desafios enfrentados pelas mulheres na agricultura. Atualmente, conta com cerca de 70 membros e realiza atividades de conscientização, como palestras em escolas para combater a violência de gênero e o feminicídio.

Alice da Silva Soares, integrante do Coletivo Ecofeminista, compartilhou suas reflexões sobre o evento e a importância de discutir a violência contra a mulher. "Nenhuma mulher está completamente segura em lugar algum", disse.

Micheli Basso, outro membro do coletivo, falou sobre a importância da educação para a transformação social, afirmando que a conscientização de jovens é fundamental para a erradicação da violência de gênero. "Nosso coletivo luta por igualdade e também pela preservação da natureza, pois entendemos que a luta feminista está intimamente ligada à causa ambiental", explicou.

O CEFAU iniciou suas atividades há aproximadamente dois anos e meio, com a criação de protestos e caminhadas em Erechim e na região, em resposta ao aumento dos casos de feminicídios. "Nosso objetivo é sensibilizar a comunidade e atuar na sociedade para criar uma mudança real, por meio da educação e da mobilização cultural", afirmou Eliane Tasca, membro do coletivo.

"Como mulher, temos a obrigação de lutar pela vida das demais", afirmou a vereadora Sandra Piccoli, que também estava presente na atividade. Ela destacou a responsabilidade de ocupar um cargo público e a necessidade de dar visibilidade à luta contra a violência, que continua sendo um grande desafio. Sandra também enfatizou que a violência contra a mulher não escolhe classe social, idade ou partido, sendo um problema que afeta todos os segmentos da sociedade.

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