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Novos universos na palma das mãos

Família erechinense compartilha experiência de equilíbrio na leitura entre tela e papel

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Mãe e filho compartilham paixão pela leitura
Por Vivian Mattos
Foto Arquivo pessoal

A transição do livro físico para o digital tem sido um processo crescente, principalmente entre os jovens. A pesquisa "Hábitos Culturais 2023", realizada pelo Observatório da Fundação Itaú em parceria com o Datafolha, revela que esse movimento é uma realidade no Brasil. Segundo os dados, 42% dos brasileiros já consomem livros digitais, um aumento significativo em relação aos 30% registrados no ano anterior. Entre os jovens de 16 a 24 anos, esse número sobe para 63%, evidenciando uma tendência crescente nesse público.

Uma nova experiência

A farmacêutica e estudante de licenciatura em Ciências Biológicas, Patrícia Azuaga é um exemplo claro dessa mudança de hábitos. Ela conta que ganhou seu primeiro Kindle há cerca de 10 anos, trazido dos Estados Unidos pela irmã. Desde então, a experiência digital de leitura se tornou uma verdadeira paixão.

“Foi amor à primeira vista. O Kindle é prático, consigo ler vários livros ao mesmo tempo, sem ocupar espaço ou carregar peso. Além disso, tive que me mudar várias vezes para diferentes casas e cidades, e ficar carregando caixas de livros era complicado. O Kindle facilitou muito essa minha rotina”, afirma Patrícia.

A adaptação ao formato digital foi simples, e o dispositivo se tornou parte da sua rotina, seja durante viagens, ou no dia a dia, com a comodidade de poder ler em qualquer lugar. Patrícia destaca que é uma ferramenta versátil, ideal para quem tem um estilo de vida mais dinâmico. “É muito fácil de levar no ônibus, avião, praia e até na piscina. A tela tem adaptação de claridade e dá para destacar trechos”, explica.

Versão adaptada

Com o tempo, Patrícia também aderiu ao Kindle Unlimited, um serviço de assinatura da Amazon que permite o acesso a uma vasta biblioteca de livros digitais. Antes da chegada de seu filho, Patrícia conseguia ler uma média de cinco livros por mês, mas as demandas da maternidade mudaram essa rotina. “Hoje, com meu filho Miguel, que tem 3 anos, é bem mais difícil encontrar tempo para a leitura, mas o Kindle foi meu companheiro nas madrugadas durante a amamentação”, relata.

Miguel, o filho de Patrícia, também entrou para o universo digital. Patrícia adquiriu um Kindle específico para ele, uma versão adaptada com tela colorida, ideal para livros infantis, além de permitir o acesso a filmes e séries. “Ele já sabe selecionar o livro que quer ler e até mudar as páginas sozinho. O Kindle dele tem sido uma ferramenta importante para manter o hábito de leitura desde cedo. Mesmo em nossas viagens, o Kindle facilitou muito a rotina”, diz ela.

Livrarias são motivo de diversão

Apesar de adotar o Kindle como principal dispositivo de leitura, Patrícia ainda mantém o gosto pelos livros físicos, uma paixão que compartilha com a família. “Eu não tenho nenhuma barreira com os livros físicos, na verdade, adoro ir às livrarias, e as visitas são sempre um motivo de diversão nas nossas viagens”, conta.

Enquanto isso, as livrarias físicas continuam a manter seu charme, especialmente para os amantes de livros, como Patrícia, que acredita na importância de cultivar o hábito da leitura tanto em formato digital quanto físico, transmitindo esse amor pelo livro para seu filho desde cedo.

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