Foram retomadas neste ano as ações de revitalização dos canteiros centrais e de restauração das pedras portuguesas em Erechim. O projeto piloto, que teve início em 2023 com as obras no canteiro da Rua Nelson Ehlers, foi amplamente elogiado pela comunidade, pois representa a preservação da história local e a valorização da paisagem urbana.
Devido à repercussão positiva, o poder executivo retomou o projeto original e, a partir da abertura de uma nova licitação para dar continuidade à revitalização, incluiu os canteiros da Avenida Maurício Cardoso no plano.
Além da restauração das pedras portuguesas, o projeto prevê melhorias na iluminação, paisagismo e jardinagem nos canteiros. As obras nos canteiros iniciam nos altos da Avenida Maurício Cardoso e vão até o centro da cidade, totalizando 18 canteiros.
Em entrevista ao Jornal Bom Dia, Claudecir Antônio Correa, de 49 anos, trabalhador responsável por parte do processo, detalhou as etapas da restauração. “Todas as pedras são retiradas e levadas para lavar, e o meio-fio antigo é retirado para pôr um novo. Além disso, o terreno é nivelado para receber o pó de brita, e daí vem outro profissional para colocar as pedras”.
Os canteiros já estavam desgastados, com buracos e pedras faltando. Segundo Correa, a pavimentação anterior foi feita com as pedras portuguesas dispostas diretamente na terra, o que pode ocasionar maior desgaste e instabilidade. “A diferença é que com o material, o pó de brita, ele fica mais firme e tem maior durabilidade. Acredito que faça muito tempo que colocaram e naquela época era assim, direto na terra”, contou o profissional.
O trabalho é extenso, com etapas que demandam tempo e atenção, além de resistência dos profissionais. Até o momento, Claudecir está trabalhando no canteiro localizado nos altos da avenida. “Faz 10 dias que estamos trabalhando nesse canteiro, aqui vai mais ou menos um mês, em um mês fica pronto. Mas temos 18 canteiros para fazer”, completou Correa.
Conforme a Prefeitura Municipal, a conclusão das obras está prevista para o ano de 2026, e o projeto representa um investimento de aproximadamente R$ 2 milhões.