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Política

Progressistas podem ingressar no governo Polis

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Polis, Renan e Araújo
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Uma notícia que vem agitando os bastidores da política em Erechim é o ingresso dos Progressistas no próximo governo de Paulo Polis (MDB) e Flávio Tirello (PSDB).  O vereador mais votado do partido, Claudemir de Araújo, já manteve reunião com o prefeito Polis, e saiu otimista da conversa: “Está bem encaminhada essa situação”, disse à coluna.

Partido analisará internamente o convite

O presidente dos Progressistas em Erechim, Renan Soccol, que está findando seu mandato na Câmara de Vereadores e concorreu a vice-prefeito na chapa com Ernani Mello (PL), numa composição contra o atual governo, comenta essa possiblidade: “O partido Progressistas recebeu um convite para ingressar no governo. De forma institucional e com o respeito de sempre, nos colocamos à disposição para ouvir a proposta e, posteriormente, levar para a discussão na instância adequada, a qual terá a função de discutir a proposta e votar se concorda ou não”, salientou o dirigente partidário.

 Fortes indicativos de estarem juntos

Procurado pela coluna o prefeito Paulo Polis (MDB) discorreu sobre essa situação: “eu sempre deixe claro que não gosto dos extremos, nem à direita e nem à esquerda. No Estado temos fortes indicativos que os Progressistas estarão junto com o MDB em 2026. As conversas acontecem a nível institucional, e o Progressistas é uma opção, e pode avançar. Mas de concreto não temos nada ainda, mas tem conversas, tem avaliações, e está dentro de um escopo de governabilidade, de partido de centro direita. Eu me elegi num campo de moderação, de equilíbrio, de moderação. Essa é minha maneira de atuar com partidos com essas características, e os Progressistas está entre eles”, pontua o prefeito.

A história está cheia de exemplos

Em 2021, o PSDB que não tinha apoiado Polis nas eleições de 2020, e era a agremiação do ex-prefeito Luiz Schmidt, acabou ingressando no governo. Numa negociação que começou devagar, como está acontecendo com os Progressistas agora.

No início dos anos 2000, o empresário Jaci De Lazzari, que na época era presidente da Accie, publicamente defendeu uma união entre MDB e Progressistas, pois segundo ele, eram duas siglas estruturadas e com uma atuação parecida e de quadros fortes.

Após a repercussão dessa notícia, os dois principais nomes do partido na época, Antônio Dexheimer (MDB) e Eloi Zanella (Progressistas), disseram que era impossível unir as duas siglas. Mais tarde, os dois que tinham grandes diferenças se uniram na eleição que elegeu Luiz Schmidt (2016), que também teve momentos de atrito com Zanella e Dexheimer em outros pleitos (1996, 2000, 2004 e 2008).

Faço esse resgate histórico, que se por acaso, se concretizar a entrada dos Progressistas no governo, não é nenhum absurdo. A história está cheia de exemplos.

 

 

 

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