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Expressão Plural

O que me trouxe até aqui

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Everton Ruchel
Por Everton Ruchel
Foto Arquivo pessoal

“O bater das asas de uma borboleta no Brasil pode gerar um furacão no Texas”. Não sei se você já leu ou escutou esta frase, mas de qualquer forma explicarei: ela é o exemplo mais comum para a Teoria do Caos, que diz sobre como pequenas mudanças no início de um determinado evento podem gerar efeitos profundos e imprevisíveis no futuro. Em outras palavras, o Efeito Borboleta.

Meu texto da semana anterior foi nessa linha de raciocínio. Tudo o que escolhemos hoje vai gerar algo não pensando no futuro. E foi após ter escrito aquele artigo que fiquei pensando sobre as apostas que fiz para chegar onde cheguei.

Poucas coisas que escolhi foram planejadas. Elas apenas aconteceram. Para começar, meu sonho de criança era o mesmo de, talvez, 90% dos outros meninos: ser jogador de futebol. Com 11 anos, entrei em uma escolinha, mas logo percebi que não tinha habilidade alguma e saí. Minha primeira aposta deu errado.

Ainda assim, continuei gostando de futebol, porque o esporte está na minha vida desde sempre. Minha primeira lembrança de leitura é de uma Revista Placar do meu irmão mais velho. Fui praticamente alfabetizado pela revista, além da Zero Hora e do Correio do Povo, os quais só lia a parte de trás, nas editorias de esporte. Lia, mas acima de tudo admirava o design das publicações, sem saber explicar o porquê disso.

O tempo passou e o hábito de ler revistas e jornais continuou. E aqui veio a minha segunda aposta. Aos 17 anos, fiz o que todo adolescente precisa fazer: o Enem. Tirei 700 nas provas e 920 na redação, o que me deixou apto para várias faculdades, incluindo jornalismo. O problema é que Erechim nunca teve esse curso, então meu dilema foi entre escolher um curso qualquer - arquitetura e urbanismo -, mas na cidade em que moro, ou o jornalismo em Passo Fundo, para quem sabe ficar próximo do futebol, escrevendo sobre. Para minha sorte, nunca nem passei perto do prédio da arquitetura na URI e fui para a UPF.

Deu para perceber que eu não tinha a mínima ideia do que estava querendo, não é mesmo? E realmente não tinha mesmo, pois quem iria escolher arquitetura e urbanismo sem nunca ter feito sequer um rascunho de uma porta?

Enfim, continuando... Logo no início do curso de jornalismo descobri o design gráfico. Me especializei na diagramação, e com 19 anos consegui meu primeiro emprego de verdade, em um jornal, que atualmente não existe mais. Não fiquei tão próximo do futebol, mas passei a fazer exatamente aquilo que me fazia admirar as Placares, as Zeros Horas e os Correios do Povo. E lá se vão 11 anos como diagramador, sendo oito aqui mesmo no Bom Dia. Esta foi a minha terceira aposta.

De maneira inconsciente, uma coisa levou à outra. Não realizei meu sonho de criança, porém levo hoje como profissão algo que também sempre gostei e que no começo não percebia gostar. De quebra, juntei tudo em um hobby que pratico há quase dez anos, no meu blog de história do futebol, o Edição dos Campeões.

Foram três apostas que me trouxeram até aqui. Logicamente, elas não foram as únicas que fiz, também tiveram outras menores. Em algumas me dei bem, em outras quebrei a cara. Com todas, moldei meu caminho, sem bater asas nem causar furacões.

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