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As flores e os finados: Um cuidadoso trabalho

A procura do consumidor final nas lojas é maior a partir de quinta-feira (31)

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Com a aproximação do Dia de Finados, em 02 de novembro, as floriculturas se preparam para um grande
Por Jessica Jung Gonçalves
Foto Jessica Jung Gonçalves

 Com a aproximação do Dia de Finados, em 02 de novembro, as floriculturas se preparam para um grande movimento. Segundo Raquel D'Agostini, responsável pela D’Agostini Floricultura juntamente com sua família, desde o dia 24, estão despachando flores do respectivo atacado para floriculturas parceiras de outras cidades.

 A procura do consumidor final nas lojas é maior a partir de quinta-feira, pois a maioria da população deixa para comprar na última hora, principalmente na véspera, que é o dia mais movimentado. 

          Mesmo com as vendas em outros comércios, Raquel garante que as floriculturas ainda se diferenciam pela qualidade, enquanto o foco dos mercados é a quantidade, por isso o menor preço. “Nós buscamos as plantas direto de Holambra, cidade das flores em São Paulo, com nosso próprio caminhão. E somos criteriosos na escolha dos produtos”.

 A floricultura inova também vendendo velas e investindo em arranjos e flores artificiais, além dos crisântemos, sendo as mais vendidas. Outra grande procura é a calandiva, pois se encontra em vasos bem pequenos e acabam sendo a opção mais adequada para os túmulos em gavetas.

          Mesmo que ainda seja forte entre os erechinenses o costume de levar flores nos cemitérios, a florista Marzeli Flores Dornelles do Shopping das Flores, percebe que é graças aos mais adultos e idosos, pois dificilmente se vê jovens fazendo isso. Também pontua que há uma queda nas vendas nos últimos anos pelo investimento dos supermercados, mas trabalham com uma grande variedade de opções em sua loja para o cliente escolher a partir do que cabe no bolso e o mais refinado gosto. Embora as vendas estourem no feriado, algumas pessoas preferem já se organizar dias antes e deixar o sábado só para fazer a visita aos túmulos.

         É o que confirma Vano Santos, de 55 anos, pedreiro e funcionário público no Cemitério Municipal Pio XII, que percebe algumas pessoas fazendo manutenção das flores nos túmulos em dias antecipados ao feriado de Finados. Este é um dia muito corrido para ele e mais 5 funcionários do local, onde se organizam para dar um bom suporte aos visitantes, que como salienta, aparecem o dia todo. As flores artificiais são as que ele mais identifica e ao longo do ano parte do seu trabalho é tirar a água dos vasos para a prevenção da dengue.

          “O cemitério fica bem colorido”, destaca. E é neste contraste do cinza dos jazigos com a expressividade das flores, símbolo da beleza e efemeridade dos ciclos da vida, que se mantém o respeito e amor a quem se foi. Um momento de sair da correria do dia a dia para conectar-se com a espiritualidade, homenageando quem ainda está vivo na nossa memória a partir de um gesto simples. 

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