Quando estamos em um grupo de pessoas, muitas vezes não nos policiamos sobre algumas de nossas posturas, que para cultivar uma boa convivência com o próximo é necessária. Uma delas é a de saber ouvir o outro. Ficamos ansiosos por causa de determinado assunto e sentimos aquela vontade de interagir, opinar e mostrar as nossas observações. É importante sabermos nos comunicar, mas é importante também não interromper quem está falando. Às vezes não é proposital quando essa interrupção acontece, eu, por exemplo, acabo comentendo essa gafe na empolgação de algum assunto com os meus colegas.
É pior ainda quando observamos uma terceira pessoa interrompendo a outra, percebemos o quanto essa atitude é desagradável. Falamos atropelando porque tememos perder a nossa linha de raciocínio ou aquele argumento maravilhoso que nos veio a mente naquele momento exato.
“Nossa, preciso falar isso!”.
Outro ponto, quando aprendemos a ouvir o próximo e a dominarmos a nossa mente para que a nossa preciosa linha de raciocínio não seja perdida, nos tornamos bons articuladores. Como é deselegante uma pessoa que não sabe ouvir e não sabe esperar a sua hora de falar. Um bom exemplo de lugar em que as pessoas se atropelam em suas colocações é o Congresso Nacional. Perceba como é horrível assistir aos políticos se digladiando pelo poder de fala. É angustiante.
Ao nos colocarmos com atenção a quem está falando, mostramos empatia e respeito, não é horrível falarmos com quem não nos ouve? Com certeza. Falar parece tão fácil para uns, mas comunicar com clareza e entender o que o outro quer nos dizer nem sempre é tão simples. Por isso, ouvir se torna um movimento crucial para sermos seres sociáveis.