O Dia Nacional do Surdo é comemorado, anualmente hoje, 26, oficializado por meio da lei nº 11.796 de 2008. Essa data foi escolhida em homenagem à fundação da primeira escola para surdos do Brasil, o INES (Instituto Nacional de Educação para Surdos), em 1857, no Rio de Janeiro.
A busca por informações
A grande questão que o “setembro Azul” busca combater é a desinformação, que acaba gerando preconceito e falta de acessibilidade. É fundamental que se busque informações e respeito.
Fatos sobre a comunidade surda
Surdo x deficiente auditivo
Tem uma diferença entre ser surdo e deficiente auditivo. Surdo é a pessoa que nasceu sem ouvir ou que precocemente perdeu a audição e utiliza a língua de sinais para se comunicar. Agora, uma pessoa que nasceu ouvindo e que perdeu a audição e que tem o mundo sonoro como referência, é o deficiente auditivo.
Libras é a primeira língua dos surdos
É importante compreender que a Libras (Língua Brasileira de Sinais) é a primeira língua do indivíduo surdo brasileiro, possibilitando a aquisição da linguagem e estimulando a comunicação. O português deve ser aprendido como segunda língua. Vale lembrar que cada país adota uma língua de sinais - na França, por exemplo, há a LSF e nos Estados Unidos, a ASL.
A educação bilíngue
Tendo em vista que, no Brasil, a primeira língua dos surdos é a Libras (Língua Brasileira de Sinais), uma educação bilíngue, para essa comunidade, significa introduzir também o português como segunda língua na educação. É desafiador, para aqueles que não ouvem a conseguir autonomia para escrever bem, de acordo com as normas, e alcançar o nível do ensino superior.
A falta de acessibilidade comunicacional
Situações podem acontecer em qualquer lugar, inclusive em hospitais, local em que a saúde do paciente depende da troca com os profissionais. O cenário já melhorou muito nos últimos anos, inclusive por causa da tecnologia e centrais de atendimento, mas ainda é uma luta constante contra as barreiras.
Itens do cotidiano precisam ser adaptados
Há uma série de coisas do cotidiano que precisam de uma adaptação para a vida do surdo. Imagine que uma pessoa surda tem um bebê. Hoje, a babá eletrônica pode piscar a luz quando o bebê chorar, mas esse recurso não existia antigamente. Quando toca a campainha, por exemplo, o surdo precisa ter uma informação visual para saber que tocou.
O diagnóstico da surdez
Antigamente, o diagnóstico da surdez demorava muito. Era comum que a família sequer percebesse, nos primeiros meses de vida do bebê que ele não escutava. Hoje, o avanço em relação a exames foi muito significativo e é possível fazer o diagnóstico precocemente
Sobre a reação dos pais diante do diagnóstico, depende de família para família. Normalmente os ouvintes, não estão preparados para ter filhos surdos, existe um choque. Para pais surdos, não existe esse impacto inicial, já que as duas gerações compartilharão a mesma comunidade e idioma.
A inclusão na prática ainda não é fácil
A grande questão que a pessoa surda encontra como dificuldade é referente à sociedade não estar preparada para receber o diferente. A inclusão deve acontecer no dia a dia, impedindo que o surdo seja excluído de atividades ou não tenha acesso à informação. É preciso se colocar ao máximo no lugar do outro para que a inclusão seja viável.
É fundamental respeitar e apoiar a comunidade surda durante o ano inteiro, não apenas durante a campanha Setembro Azul ou no Dia Nacional do Surdo. Preconceito existe, porque existe medo do desconhecido. Mas, se eu aceito e começo a conhecer o outro, começo a quebrar essas barreiras.
Causas
A surdez de condução é provocada pelo acúmulo de cera de ouvido, infecções (otite) ou imobilização de um ou mais ossos do ouvido. O tratamento é feito com medicamentos ou cirurgias;
A surdez de cóclea ou nervo auditivo é desencadeada por: viroses, meningites, uso de certos medicamentos ou drogas, propensão genética, exposição ao ruído de alta intensidade, presbiacusia (provocada pela idade), traumas na cabeça, defeitos congênitos, alergias, problemas metabólicos, tumores. O tratamento é feito com medicamentos, cirurgias, uso de aparelho.
Prevenção:
Na gestação, doenças como sífilis, rubéola e toxoplasmose podem provocar a surdez nas crianças. Por isso, faz-se necessário a orientação médica pré-natal. Mulheres devem tomar a vacina contra a rubéola antes da adolescência, para que durante a gravidez estejam protegidas contra a doença; teste da orelhinha: exame feito nos recém-nascidos permite verificar a presença de anormalidades auditivas;
Cuidado com objetos pontiagudos, como canetas e grampos, pois se introduzidos nos ouvidos, podem causar sérias lesões; devem ser mantidos longe do alcance das crianças; atraso no desenvolvimento da fala das crianças pode indicar problemas auditivos, sendo motivo para uma consulta com um médico especialista, evitando assim maiores problemas.