Fobias sociais desencadeadas pela halitose podem prejudicar a autoestima e a vida social dos indivíduos
No dia 22 de setembro é o Dia Nacional de Combate ao Mau Hálito. A data serve para alertar as pessoas sobre a importância dos cuidados com a saúde bucal e como combater a halitose. Cerca de 30% da população sofre com esse problema.
Segundo o dentista, Dr. Rafael Fassicollo, o mau hálito, nada mais é do que aquele odor desagradável que os pacientes apresentam e que tem causas multifatoriais. Pode ser causada por problemas bucais ou por algumas condições médicas.
Como evitar
Deve-se escovar os dentes de duas a três vezes por dia, sempre após as refeições. Fazer uso de enxaguante bucal e fio dental para que se consiga manter as áreas que a escova não consegue chegar, limpas. “O fio dental vai eliminar qualquer tipo de resíduo que tenha entre os dentes, evitando que apodreçam na boca ocasionando a halitose”, pontua.
O ideal é que todas as pessoas, além dos cuidados diários, procurem um profissional a cada seis meses para fazer uma limpeza e uma avaliação da saúde bucal.
Mau hálito e a autoestima
O mau hálito pode causar desconforto e vergonha, levando a uma diminuição da autoconfiança e afetando a forma como a pessoa se relaciona com os outros.
A preocupação persistente com o mau hálito pode contribuir para problemas de saúde mental, incluindo ansiedade e depressão, especialmente se isso levar a um isolamento social ou a sentimentos de baixa autoestima.
“Imagina você fazendo uma entrevista de emprego que você tá preparado, e de repente você percebe que tem um mau hábito, será que não vai te gerar uma ansiedade?”, coloca Fassicolo. E complementa “Daqui a pouco você não ser admitido nesse emprego, pode causar uma depressão. São fatores que às vezes os pacientes não relacionam, mas está totalmente interligado”.
A procura por tratamento a respeito da halitose tem aumentado no consultório e entre esses pacientes, Fassicollo percebe muito a questão da autoestima baixa em pacientes que sofrem de halitose mesmo que muitos não falem abertamente sobre isso. “Eles não usam no termo direto, mas eles relatam, sim”.
Fassicolo lembra que hoje no mercado existem mil marcas de creme dental, de escovas e produtos, mas não é isso que fará a diferença. “Se pegarmos dois pacientes, um que tenha condições financeiras absurdas, e um mais humilde e der pra eles o mesmo kit de higiene bucal, o que vai ter uma melhor saúde bucal é aquele que faz a escovação de forma correta”.