Se você não sente dor na lombar, possivelmente tem um conhecido próximo que sente. O mesmo vale para os ombros, coluna, quadril, joelhos, enfim, qualquer articulação do corpo. O que pesa é que, possivelmente, todos nós, em algum momento da vida, desenvolveremos algum tipo de dor.
Esse diagnóstico meio sombrio, quase um comprovante do nosso envelhecimento, não é uma consequência exclusiva da idade que passa, mesmo considerando que a idade nos traz perda de flexibilidade e rigidez corporal. Esse diagnóstico é uma retroalimentação de como nos portamos ao longo da vida.
Não entrarei na redundância de falar sobre postura (sim, as dores normalmente vêm de uma má postura), e isso por uma questão muito simples: nossa postura é o melhor padrão corporal para as atividades que mais executamos. Se você passa muito tempo numa cadeira de escritório em frente a um computador, seu corpo se adaptará a essa exigência. Se você passa muito tempo em pé sem caminhar, seu corpo se adaptará a essa exigência. É essa adaptação às exigências, que vem com o tempo, é a origem dos problemas.
Pense naquele ditado: água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. No momento em que nosso corpo dói, a dor é o último recurso que o sistema nervoso tem para nos avisar que algo está errado. A dor é apenas uma confirmação do que já estava ruim.
Podemos, então, pensar na dor como uma consequência do nosso estilo de vida (profissão, lazer, preferências de maneira geral), e cabe estudar o que pode ser alterado no corpo para que ele gere uma nova adaptação positiva, e essa, sim, corrigirá a dor. Mas tome cuidado para não exceder o limite da correção, pois ela pode ser o princípio de um novo problema e uma nova dor.
Em resumo, o segredo de uma vida sem dor está em entender que viver é como andar de bicicleta, como disse Albert Einstein: é preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio.