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Expressão Plural

Que os políticos conheçam um pouco de nossa história

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Carlos Silveira
Por Carlos Silveira
Foto Arquivo pessoal

Como acontece em todos os anos, foi dada a largada para as eleições municipais, acompanhando o processo que acontece em todo o Brasil. 

​Neste início de caminhada podemos já visualizar nomes, alguns conhecidos, outros não, e isso vale tanto para a Câmara Municipal de Vereadores como para o Poder Executivo. Homens e mulheres que colocam seus nomes à disposição da comunidade.

​Neste conjunto ouviremos de tudo um pouco sobre o que farão a partir de 2025, momento em que tomarão seus assentos, mas sinceramente se tem uma coisa que eu acho que a comunidade vai querer ouvir nesta oportunidade será o que pensam e como irão agir com relação a parte cultural de Erechim nos seus 106 anos de história, ano que vem será 107.

​Naturalmente, ouviremos sobre melhorias de ruas, melhores condições de saúde, trabalho, ação social e etecetera e tal. Um discurso que não foge muitos da maioria dos candidatos, se não for a totalidade deles, principalmente aos candidatos à Casa do Povo.

​Mas, profundamente falando, o que mais se quer, depois da queda da primeira escola de Erechim, do saudoso Professor Mantovani e do total descaso do Castelinho ao longo dos últimos mandatos, que não foram poucos, é o que cada cabeça pensa com relação à Cultura local e o resgate do patrimônio histórico. Sim, pois se olharmos um pouco para trás, nada foi feito, produzido ou executado, com raras exceções. Por enquanto só no papel, na vontade e na criação de novas expectativas tipo, agora vai. 

​Este trabalho não cabe somente ao Executivo, mas sim a cada candidato a vereador que coloca seu nome, ou seja, ter como meta um trabalho conjunto com instituições e universidades, viabilizar modelos de projetos para buscar recursos fora de Erechim, como aconteceu em Três Arroios, Jacutinga e outros tantos municípios de nossa região e fora dela. 

​É difícil, sim, ninguém fala que é um caminho fácil, mas acho que vale a pena pela lembrança de nossos colonizadores, de homens e mulheres que aqui pisaram, trabalharam, fizeram sucesso e formaram as suas famílias. Sempre repito em minhas colocações que, de que vale uma cidade industrial, rica no comércio, ávida na agricultura, saúde e educação se não tem memória. Lembrando, o homem passa, morre e em menos de um mês é esquecido pela própria sociedade, já as suas memórias eternizam-se pelo longo da história. Cabe cada um repensar em seus discursos durante a caminhada a partir de agora.

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