Conforme o tempo passa, os anos duram cada vez menos. Normal, pois cada ano que acrescentamos a idade é um pouco a mais de vivência que adquirimos, trazendo a sensação de que o vem depois passa mais rápido. Nossa linha do tempo é como um filme, mas sem roteiro ou spoiler. A única coisa que sei é que não estarei mais nesse mundo daqui a 100 anos. Por esse motivo, tomei a liberdade de perguntar e imaginar, na mais pura viagem, digna de ficção científica: como será o mundo em 2124?
Como as cidades terão evoluído? Ainda existirão em sua forma atual ou se terão se transformado em paisagens completamente diferentes, onde a natureza e a tecnologia coexistem de forma harmônica? Talvez os prédios sejam substituídos por estruturas vivas, que crescem e se adaptam ao ambiente, integrando-se de maneira mais orgânica à Terra. Ou quem sabe o conceito de transporte tenha sido revolucionado nesse cenário, onde veículos movidos por combustíveis fósseis são relíquias do passado, substituídos por meios de locomoção sustentáveis, talvez até por formas de teletransporte ou viagens por meio de redes neurais (sim, exagerei nessa).
Como as pessoas estarão vivendo nessa época? As gerações futuras terão superado os desafios que hoje nos parecem tão difíceis? Será que as questões que enfrentamos agora, como as mudanças climáticas, as desigualdades sociais, e os conflitos globais, terão sido resolvidas? Ou será que surgirão novos desafios, novas questões que nem podemos imaginar?
Como será o relacionamento entre os humanos e a tecnologia? Hoje já estamos cercados por inteligência artificial, dispositivos inteligentes e realidades virtuais. Será que esses avanços terão se tornado ainda mais profundos, a ponto de transformar a própria essência do que significa ser humano? Ou será que, em meio a toda essa evolução, redescobriremos a importância do contato humano, da empatia e da simplicidade?
E quanto à nossa conexão com o universo? Talvez até lá já tenhamos explorado outros planetas, estabelecido colônias fora da Terra, ou, quem sabe, descoberto formas de vida em lugares antes inimagináveis. Talvez, ao olhar para as estrelas em 2124, a humanidade tenha uma compreensão muito mais ampla de seu lugar no cosmos, e essa nova perspectiva tenha transformado a maneira de se viver e as relações humanas (só humanas?) de uns com os outros.
Imaginando esse futuro, percebo que, embora eu saiba que não estarei mais aqui para vê-lo, é reconfortante pensar que cada escolha que fazemos hoje, cada passo que damos, contribui para a construção desse amanhã. E, mesmo que não possamos controlar o tempo, podemos influenciar o rumo que ele tomará, deixando um legado que, de alguma forma, ecoará por esse futuro distante. Afinal, mesmo que nossa presença nesse lado da vida seja temporária, as sementes que plantamos hoje podem florescer em um mundo melhor (assim espero) lá na frente.