As CIPAVEs (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar), em parceria com as demais secretarias de governo estadual, busca orientar a comunidade escolar sobre as mais diversas situações, como combater e lidar com episódios de violência: física, sexual, psicológica, verbal, e acidentes ocorridos em ambiente escolar. A partir destas comissões e suas constatações acerca dos problemas que preocupavam a escola, nasceu também a necessidade de formar uma “rede de apoio às escolas”.
Parcerias auxiliam na resolução dos problemas como: uso de drogas no entorno da escola, comunidades violentas onde elas estavam inseridas que, devido a sua condição, afetavam o processo educacional dos estudantes, formando assim um grupo de apoio com as demais entidades da região: Guarda Municipal, Polícia Civil, Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, Conselho Tutelar, Polícia Federal e Ministério Público. Esses parceiros passaram a atuar junto às escolas do município, com palestras e ações concretas na resolução dos problemas que enfrentavam.
Implementação nas escolas
No fim do ano de 2013, iniciou-se um processo de apresentação desta forma de conduzir às ações escolares, depois de sancionada a lei estadual 14.030, de 2012, junto a sua comunidade. No ano de 2015, a Secretaria da Educação do Estado do Rio Grande do Sul (Seduc) colocou como prioritária a atuação, formação e implantação das comissões internas de prevenção a acidentes e violências na escola. Então, começaram os incentivos e fomentos a criação das CIPAVEs em escolas estaduais. Muitas delas já estão atuando intensamente na resolução dos conflitos, formando a rede de apoio regionalizada e planejando novas ações com a participação de todos os envolvidos no processo educacional.
Aplicação dos círculos da paz nas escolas
Conforme a Seduc, os círculos são uma das estratégias adotadas por cada Comissão Interna de Prevenção a Acidentes e a Violência (CIPAVE+) dentro das escolas gaúchas. Até o momento, 1.905 centros de ensino da rede estadual já implantaram esses grupos, o que corresponde a 87% do total; em abril de 2023, a proporção era de 59%. O círculo de paz nas escolas é uma prática restaurativa e educativa que busca prevenir a violência escolar, tornando-se um instrumento efetivo na promoção da cultura da paz.
“Desde o começo do ano já estão acontecendo alguns programas dentro do núcleo de cuidado e bem estar, um deles é a formação de facilitadores de círculos de paz. Faz tempo que temos esse movimento da prática restaurativa, trazer isso para dentro da escola é muito legal, porque é uma forma muito simples e efetiva de trabalhar os conflitos. A Seduc está promovendo essa formação para as escolas da rede, todas as 86 escolas terão duas pessoas capacitadas para aplicar os círculos de paz quando for necessário, nós já tivemos uma turma em maio, em agosto teremos uma nova turma até todas as nossas escolas terem os profissionais que atuaram como facilitadores dos círculos de paz”, conta a Assessora do núcleo de cuidado e bem-estar escolar da 15ª CRE, Monique Rosset
No dia 26 de junho, o CIPAVE completou 12 de anos em que o programa foi constituído, de acordo com Monique Rosset foi feita uma parceria com a ONG Mente Viva, que trabalha com meditações, para a realização de um projeto piloto na escola Líbano Alves, em Gaurama, que será contemplada para iniciar essa atividade.
“Já está comprovado que a meditação auxilia no focoe e concentração, no trabalho das emoções, no raciocínio, então serão práticas voltadas para as questões de aprendizagem. O curso começou na quarta-feira e já teremos outras aulas, eu também vou faze-lo para poder assessorar e será bem interessante, dependendo de como proceder o projeto piloto, estenderemos para as outras escolas também”, finaliza Monique.
Durante a semana comemorativa, as escolas vêm trabalhando a importância da CIPAVE, como:
- E.E.E.M Irineu Evangelista de Souza
- C.E Haidée Tedesco Reali
- E.E.E.B Viadutos
- E.E.E.F Nossa Senhora da Paz
- E.E.E.M Dr. José Bisognin
- E.E.E.F Dom Bosco
- U.E.E.F João XXIII