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Expressão Plural

Copa América: novo caos na atualidade

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Everton Ruchel
Por Everton Ruchel
Foto Arquivo pessoal

Esta é a última parte da minissérie sobre a história da Copa América, entre 2011 e 2021. Eu sei que o futebol não é um assunto comum para ficar neste espaço, mas os acontecimentos traumáticos que se abateram desde o fim de abril foram tão fortes que me fizeram perder ânimo em escrever, em um momento em que já trazia assuntos mais pesados. Para ocupar a cabeça com coisas mais leves, mudei completamente para um tema que eu domino.

Pois bem... Em 2007, a Conmebol encerrou o ciclo de sedes da Copa América que havia proposto em 1987, da Argentina até a Venezuela. Depois, a entidade ficou com duas alternativas: reorganizar a competição ou reiniciar a conta sem mudar nada. A segunda opção foi a escolhida.

Em 2011, a Argentina voltou a receber a Copa América. A fórmula foi a mesma adotada desde 1993, com 12 seleções em três grupos, ou seja, os dez sul-americanos e os dois convidados. O primeiro requisitado foi o México, como sempre até ali. O outro convite foi para o Japão, repetindo o que foi feito em 1999. Porém, o tsunami que afetou o país em março de 2011 fez o time desistir e ser substituído pela Costa Rica. No fim, o título ficou com o Uruguai, pela 15ª vez, com vitória sobre o Paraguai na final.

Em 2015, o torneio deveria ter acontecido no Brasil, segundo o cronograma. Mas a proximidade com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 fez a Conmebol pular a fila com o Chile. Melhor para os chilenos, que viram uma boa chance de conseguir o título pela primeira vez, e o fizeram em cima da Argentina na decisão. A competição também ficou marcada pela estreia da convidada Jamaica.

Até aqui, a coisa caminhava bem na América do Sul, não fosse um detalhe: o centenário da Conmebol em 2016. Para celebrar o momento, a entidade fez uma edição extra da Copa América, quebrando a periodicidade quadrienal. Para piorar, o local escolhido como anfitrião foi os Estados Unidos. Os 100 do futebol sul-americano foram comemorados na América do Norte. Com 16 seleções divididas em quatro grupos (as dez normais, mais México, Estados Unidos, Costa Rica, Jamaica, Panamá e Haiti), o torneio foi vencido outra vez pelo Chile, bicampeão em cima da Argentina.

A linha do tempo voltou ao normal em 2019, com a edição realizada, agora sim, no Brasil. A disputa ficou marcada pelos convites feitos a duas seleções asiáticas, Catar e Japão, este último em compensação à desistência oito anos antes. Em campo, a seleção brasileira voltou a comemorar o título, pela nona vez, ao derrotar o Peru no Rio de Janeiro.

Depois disso, a próxima Copa América estava marcada para 2023. Mas... A Conmebol quis mexer de novo no que já estava confuso. Alegando alinhamento aos anos pares, a entidade marcou outra edição extra em 2020, dividida entre Argentina e Colômbia. Só que a pandemia de covid-19 a adiou para 2021, sem convidados e novamente no Brasil, já que argentinos e colombianos desistiram faltando semanas para o início. A Argentina foi campeã, pela 15ª vez, impondo aos brasileiros a primeira perda de título em casa.

E assim encerro a minissérie. O próximo capítulo da Copa América, o segundo campeonato mais antigo de países, começará a ser escrito a partir de 20 de junho, com 16 seleções.

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