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Expressão Plural

Copa América: a consolidação e os convidados

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Everton Ruchel
Por Everton Ruchel
Foto Arquivo pessoal

A bola voltou a rolar para os times gaúchos, mas ainda falta uma boa parte da história da Copa América para contar. Na terceira parte da minissérie, escreverei sobre as disputas entre 1987 e 2007.

É correto afirmar que a volta do campeonato, em 1975, mostrou-se uma decisão acertada da Conmebol no âmbito popular, com o público enchendo os estádios. Por outro lado, a competição sofria comercialmente, em comparação com a Eurocopa e a Copa do Mundo. Um dos motivos para o baixo interesse dos patrocinadores era a duração arrastada do calendário, que variava entre três e seis meses.

Para consolidar de vez a Copa América, a Conmebol mudou isso depois de 1983. Primeiro, a entidade acabou com as partidas em dois turnos, aproximando o regulamento ao que a FIFA aplicava no Mundial, com fases em um só turno e duração de duas semanas. Segundo, voltou com o sistema de países-sede, em que cada um dos dez filiados teria sua vez de ser o anfitrião. Terceiro, reduziu a periodicidade de quadrienal para bienal.

As mudanças foram aplicadas a partir de 1987, na Argentina. Os participantes foram divididos em três grupos de três seleções, com o defensor do título entrando diretamente na semifinal. Com essa vantagem, o Uruguai precisou de dois jogos para ser campeão pela 13ª vez, vencendo a Argentina na semifinal e o Chile na final.

Em 1989, a competição foi no Brasil e teve novo regulamento, com os participantes divididos em dois grupos de cinco e os quatro melhores avançando para uma chave final de três rodadas. O título ficou com a própria seleção brasileira, sendo tetra ao derrotar Argentina, Paraguai e Uruguai na fase final. A fórmula foi repetida em 1991, no Chile. Mas quem venceu foi a Argentina, pela 13ª vez, ao superar Brasil, Chile e Colômbia no grupo decisivo.

Tudo ia bem, todavia a falta de um jogo final para definir o campeão fez a Conmebol mudar o regulamento novamente a partir de 1993, no Equador. Os participantes foram divididos em três grupos de quatro seleções, seguido de mata-mata com oito classificados. Só que, para a ideia funcionar, seria necessário chamar mais dois países para fechar 12 times. México e Estados Unidos foram os primeiros convidados, com os mexicanos indo até à final e perdendo para a Argentina, que levou o 14º título.

Daqui em diante, dá para dizer que enfim a Conmebol havia acertado a mão com a Copa América. Em 1995, o Uruguai foi anfitrião e venceu pela 14ª vez. Em 1997 e 1999, o Brasil venceu pela quinta e sexta vezes, jogando primeiro na Bolívia, depois no Paraguai. Em 2001, a Colômbia recebeu a competição e foi campeã pela primeira vez.

A sequência deveria ter continuado em 2003, porém a Conmebol resolveu acabar com a periodicidade bienal e voltar para a quadrienal. A mudança foi suave, com um período de transição trienal. Em 2004 e 2007, o Brasil venceu o sétimo e oitavo títulos em cima da Argentina, em disputas no Peru e na Venezuela.

Com convidados variando entre México, Estados Unidos, Costa Rica, Honduras e até mesmo Japão, o primeiro rodízio dos dez países-sede da Copa América estava fechado. O ciclo seria reaberto quatro anos depois, antes da desorganização voltar a reinar. Falarei disso na última parte, entre 2011 e 2021.

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