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Política

O que vale mais: nomes ou a força dos partidos?

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As eleições municipais com os nomes praticamente definidos à prefeitura de Erechim, passa para um no
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Com os nomes praticamente definidos para concorrer à prefeitura de Erechim nas eleições municipais de 6 de outubro (Polis e Flávio; Anacleto e André Jucoski; Ernani e Anax), ocorreu uma reacomodação dos partidos se analisarmos as candidaturas de 2020. Irei pontuar, para analisar a força das siglas num pleito que se avizinha.

O quarto colocado

Em 2020, o PL concorreu com Dodo Pagliosa (hoje no Republicanos). Fez 5.248 votos (9,24% dos votos válidos), ficando em quarto lugar. Uma candidatura de direita.

O terceiro colocado

Em terceiro lugar ficou Thiago The Police, que estava no PRTB (hoje um partido sem expressão na cidade). Nas urnas fez 8.374 votos (14,75% dos votos válidos). Outra candidatura de direita.

O segundo colocado

Marcos Lando, na época ainda no PDT (hoje no PL) foi o candidato do governo, com apoio do PSDB, e dos Progressistas. Ficou em segundo lugar com 9.957 votos (17,54% dos votos válidos).

O primeiro colocado

A vitória foi de Paulo Polis (MDB) com PSB de vice (Flávio Tirello). Fez 33.188 votos (58,46% dos votos válidos). Mais votos que todos os seus três adversários juntos.

Até seis partidos na candidatura da direita

Mas o que muda agora? São várias nuances a serem analisadas. Primeiro, que o PL que ficou em quarto está encabeçando a candidatura da direita em Erechim, juntamente com Republicanos (que apoiou Polis, na eleição passada), Progressistas (que teve o vice do candidato do governo, Marcos Lando, em 2020), Podemos (que é uma dissidência do PSDB que foi para o governo Polis) e o Novo. Tem ainda o Solidariedade (que teve com Polis e Flávio em 2020), que não foi anunciado no grupo, mas que pode ser o sexto partido da coligação.

Governo com pelos menos seis partidos

Segundo que o governo Polis (MDB), agora tem o PSDB (que foi contra na eleição passada e é o partido do vice Flávio Tirello), mantem o PSB e o Cidadania, PRD (ex-PTB) e traz o União Brasil.  Por outro lado, perde o apoio do PT, que votou na coligação, mesmo não fazendo parte.

Candidatura de esquerda com quatro partidos

Terceiro que o PDT e o PT, desde 1996 não estavam juntos numa composição majoritária. Agora fecharam dobradinha para as eleições com apoio do PCdoB e do PV.

As contas que as siglas terão que fazer

Em 2020, Erechim tinha 79.288 eleitores. Teve uma abstenção muito grande de 21,88% (17.350 eleitores não compareceram para votar), muitos por conta da pandemia. Dos 61.938 que compareceram às urnas, 5.151 (8,35%) votaram em branco. Votaram para prefeito, apenas 56.767 eleitores. Acredito que estes números – abstenção – irão diminuir. E para quem irão esses votos, com esta reacomodação dos partidos? São contas que as siglas precisam fazer.

 

Curiosidade

Os dois oponentes ao atual prefeito Paulo Polis, já foram seus secretários municipais: Anacleto Zanella, secretário de Educação (de 2009 a 2012) e Coordenação e Planejamento (2013 a 2016); e Ernani Mello (quando era do Republicanos), foi secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo (no primeiro ano deste mandato em 2021).

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