Até 2012, vivenciei várias situações na Câmara de Vereadores de Erechim. Vi inúmeros acordos, mudarem da noite para o dia, quando se fala de eleição da Mesa Diretora. Vi eleitos na véspera, com discurso no bolso, perderem no voto. O que se trata numa mesa, não se cumpria no voto. E essas traições políticas, muitas vezes era dentro do próprio partido. Fogo amigo que cozinhava de mansinho, e na hora “H”, puxava o carvão para o fogo, e torrava pretendentes ao cargo. E foram vários.
Um acordo que perdura desde 2013
Desde a legislatura de 2013/2016, até a atual que iniciou em 2021 e se encerra no final de 2024, se passaram 12 anos. E nas três legislaturas, que compreende este período, foi feito acordo com grupo de vereadores, para composição da Mesa Diretora, e nunca ninguém roeu a corda. Mantem-se respeitando o acordo. E engana-se quem acha que é fruto do poder, pois no mandato de Luiz Schmidt de 2017 s 2021, um grupo de oposição se uniu e se manteve fiel ao acordo durante os quatro anos.
A figura do atual prefeito
E durante esses 12 anos, sempre teve a figura do atual prefeito Paulo Polis envolvido. Oito anos como prefeito (2013 a 2016 e de 2021 a 2024), ou como oposição (2017 a 2021). O fechamento deste ciclo onde o fio do bigode sempre prevaleceu, se deu com o aperto de mão entre ele (Polis) e o presidente – Jurandir Pezzenatto - que tomou posse na noite de segunda-feira (18), como mostra a foto.
Acordo vale também para o Executivo
O atual prefeito, nos meios políticos é conhecido como alguém que cumpre acordos firmados. Por isso vários nomes se oferecem para ser seu vice. Mas ele vai manter Flávio Tirello. Só quem pode trocar o nome é o PSDB. Irá cumprir o acordo até o fim. Então se alguém pensar ao contrário, é melhor buscar outra alternativa.
O vice aposta na continuidade do fio do bigode
Posso até morder a língua, quando as convenções partidárias chegarem em 2024, mas por hora, até o dia de hoje, sobre os acordos políticos, o atual prefeito sempre honrou. E isso dá uma tranquila a mais a seu vice, que sabe desse histórico e aposta na continuidade do fio do bigode.