Em 6 de outubro de 2024, Erechim irá escolher o novo prefeito, para governar o município no quadriênio 2025 a 2028. Faltando 11 meses para o pleito, se amplia reuniões em busca de nomes e de união, em torno de uma candidatura de oposição com partidos de direita. A esquerda já tem nome. E o governo municipal, com perfil de centro-esquerda está mais adiantado na organização partidária, aguardando os adversários.
Questões ideológicas passam longe numa composição
Natural que a partir de agora, os bastidores serão com movimentos intensos. E o que se vê hoje, amanhã pode não ser. Essa é a dinâmica da política, onde questões ideológicas passam longe numa composição. Os ingredientes são outros, que movem um grupo de partidos estarem juntos. A seguir quem é quem nessa disputa, nomes que ainda precisam ser referendados pelas convenções partidárias em agosto do ano que vem. Mas uma coisa é certa, como um castelo de carta. Muitos nomes apresentados hoje, não estarão na disputa. Serão alijados no decorrer do processo.
O maior desafio da oposição
Os próprios adversários reconhecem no atual prefeito Paulo Polis um adversário difícil, porém acham possível suplantar o atual governo ainda na eleição do ano que vem. Mas para isso precisam juntar um grupo grande de partidos e estarem juntos no ano que vem. E esse é o principal adversário dos partidos que não estão no governo: se manter unidos.
Reeleição e ampliação da base
O atual prefeito, Paulo Polis (MDB), irá buscar a reeleição. E mesmo com a saída recente do governo dos Republicanos, irá buscar ampliar a base de apoio, com grandes nominatas de vereadores, para ter ampla maioria no Legislativo, caso conquiste o quarto mandato.
O PT terá candidato
Com o PT voltando a governar o país, as principais cidades do Brasil terão candidaturas próprias para tentar ampliar atuação nos executivos e recuperar espaço nos legislativos, que reduziu nos últimos anos. O nome da vez, no PT local, é o vereador Anacleto Zanella, que concorreu a deputado federal e hoje é primeiro suplente da sigla. E terão o apoio do PCdoB, já que formam uma Federação, que tem ainda o PV.
PDT quer voltar a governar Erechim
O PDT, que já governou Erechim, sonha em retornar ao poder. O nome que se coloca por hora é o do vereador André Jucoski, que externou publicamente que não concorre à reeleição no legislativo. Anda realizando reuniões descentralizadas em vários bairros do município, em busca de dar amplitude ao seu nome.
A aposta dos Progressistas
A direita em Erechim, que fez uma votação expressiva para o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições do ano passado, tem vários nomes cogitados. Um deles é o vereador Renan Soccol (Progressistas), que concorreu a deputado estadual e também já deixou claro que não irá buscar mais um mandato no legislativo erechinense. O partido busca de fortalecer, com dissidentes de outros partidos.
Direita da ‘gema’ e a nova companhia
Outro vereador, Anaximandro Zambonatto Pezzin (Republicanos), também é um membro em potencial da direita, pela sua postura, que representa o que esse grupo político da direita pensa e prega. Já disse que não concorre mais a vereador. Está na pista, aguardando os desdobramentos e agora tem no partido a companhia de Cláudio Pagliosa, que deixou o PL recentemente e com ressentimentos. Ele já concorreu a prefeito nas eleições passadas, e não esconde que gostaria de estar novamente no pleito.
Abrir mão ou não?
O deputado estadual Paparico Bacchi (PL), já foi lançado pelo seu partido como candidato a prefeito de Erechim para o ano que vem. Ele que fez mais de 60 mil votos (em torno de 13 mil em Erechim), tem uma decisão difícil a tomar. Abrir mão ou não de uma base eleitoral de 47 mil votos longe de Campo Pequeno, caso queria concorrer a deputado federal em 2026. Se não for, o partido tem outros nomes, como Marcos Lando (já foi vice-prefeito, concorreu a prefeito e deputado federal) ou do empresário Ademir Sebben, que nutre uma grande amizade com Onyx Lorenzoni.
Ex-prefeito continua sendo sondado
Quem está sendo sondado por grupos políticos de Erechim é o ex-prefeito e ex-deputado estadual, Antônio Dexheimer, sem partido. Vem sendo procurado constantemente por várias pessoas. Já conversei com ele sobre essa possibilidade. Gosta da lembrança, mas vê como difícil sua candidatura, em função de questões pessoais.
União Brasil quer cacifar nome
O União Brasil também trabalha com um nome. Aguarda a saída de Jackson Arpini do PSDB, para oferece-lo aos partidos. Jackson concorreu a deputado federal pelos Tucanos no ano passado. Mesmo mantendo boa relação com a cúpula estadual, com o ingresso do vice-prefeito Flávio Tirello no PSDB, viu seu espaço encolher. Com amizade forte com o deputado estadual Dirceu Franciscon, o caminho mesmo é o União Brasil, ele que deve deixar a direção executiva do Santa Terezinha no final deste ano.
Nome que corre por fora
O vereador Claudemir de Araújo, que ainda está no PTB, em função de aguardar a janela partidária em março do ano que vem, é um nome que invariavelmente é especulado para compor uma majoritária. Dependendo o caminho que seguir, irá clarear se irá à reeleição do Legislativo, ou mesmo compor uma chapa para a prefeitura.
Período de maturação e o fogo amigo
Os nomes postos nesta coluna mostram um pouco do que será o quadro político no ano que vem. Tem todo um período de maturação ainda (e o fogo amigo), de conversas entre partidos, de pré-campanha e de campanha. E isso passa muito rápido, quando vê, já está aí.
Discussão longa
Muitos destes candidatos estarão juntos nas eleições, coligados, um concorrendo a prefeito e outro a vice. E essa discussão é longa, e na hora da escolha, sempre alguns são preteridos. É do jogo, conforme as peças do tabuleiro se movimentam, uns ficam pelo caminho. São os ‘peões’ do processo eleitoral.Como o título desta coluna sugere, como um castelo de cartas, muitos nomes cairão pelo caminho. Não se sustentarão e em determinado momento, mostrarão fragilidades. Sempre foi assim, e não será diferente agora.