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Obituário

Tomasi, ex-jogador de futebol, morre aos 87 anos

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Mario Tomasi, faleceu anos 87 anos
Por Redação
Foto Arquivo de família

O ex-jogador de futebol, Mario Tomasi, faleceu anos 87 anos, na madrugada desta quarta-feira (29). Ele estava internado no Hospital de Caridade e sofreu uma parada cardíaca, pouco depois da meia noite.  

Atualmente comerciante de Erechim, conforme informações do Blog d jornalista José Adelar Ody, Tomasi veio de São Leopoldo em 1960 e é considerado ídolo da época de ouro do futebol do CER Atlântico. Ele defendeu a camisa verde-rubro durante 12 anos. Tomasi deixa esposa, duas filhas e um filho.

Tomasi era ponta direita e jogou durante 12 anos no Atlântico.

O velório está acontecendo na Capela B do Hospital de Caridade e o enterro será às 16 horas no Cemitério Municipal de Erechim.

A Prefeitura de Erechim ermitiu nota de pesar. 

 

Veja o texto que o jornalista José Adelar Ody, autor do livro dos Atlangas, fez sobre Tomasi

O último grande expoente e, ídolo da época de ouro do futebol de campo do CER Atlântico, faleceu. Mario Tomasi deu adeus a esta vida pouco depois da meia noite, já nesta quarta-feira cinzenta e chuvosa, 29/6, aos 87 anos no Hospital de Caridade. Ele sofria com problemas renais e cardíacos há cerca de dois meses e foi internado no Hospital de Caridade, onde permaneceu por cerca de cinco a seis dias. Ontem, terça-feira, 28, seu filho Luciano disse que Tomasi apresentava sinais de melhora e havia até a expectativa de receber alta. No entanto de madrugada ele sofreu duas paradas cardíacas. Na primeira os médicos conseguiram reanimá-lo, mas a segunda, foi fatal. O velório está acontecendo na Capela B do HC. À tarde, às 16h, haverá encomendação do corpo e depois seguirá para sepultamento no Cemitério Municipal de Erechim. Mario Tomasi deixa esposa, duas filhas e um filho. No ano passado sofreu muito com a perda de um quarto filho.

Mario Tomasi, um ponteiro direito que jamais se entregava em campo, jogou no Atlântico durante 12 anos. Veio do Aimoré, em 1960, onde foi vice-campeão estadual em 1959 num grande time que tinha: Suly: Marinho, Toruca, Afonso e Gilberto; Fernando e Mengálvio (aquele mesmo que foi para o Santos); Tomasi, Marino, Abílio e Gilberto Andrade.

No Atlântico integrou talvez o melhor time verde-rubro: Miguel; Tiassa, Garcia, Noronha e Fossati; Maneco e Assis; Tomasi, Cardoso, Índio e Carioca.

 

O maior jogo do Atlântico com Tomasi

1

Desencravei o maior jogo que Erechim

já viu.

A pandemia nos proporciona isso.

2 de dezembro de 1962:

Atlântico 6  x 5 Lajeadense,

eram naquela época duas equipes

que se rivalizavam em qualidade.

Dois times bons.

Fosse hoje, seriam considerados

muito bons no cenário gaúcho

considerando os jogadores que

ambos tinham.

Mas o que se falou muito

depois do jogo foi sobre a arbitragem

de Ney da Luz Barbosa - um bom árbitro 

mas que naquele dia não foi bem.

Como todo jornalista é um alguém

mais que chato – decidi cavocar mais.

Aliás, decidi ser jornalista de novo

- ao menos nesta parte final do inesquecível

acontecimento. E então,

Mesmo por celular, fui atrás de fontes.

 

Nas edições seguintes à partida,

A Voz da Serra,

trouxe informações importantes.

Primeiramente uma análise do próprio

jornal

– que tinha na sua direção, Estevam Carraro

– um atlantista de coração vermelho

puro-sangue e, que no ano seguinte,

assumiria a presidência do clube.

Não bastasse isso, havia ainda

Geder Carraro, diretor de redação

e também atlantista ferrenho,

com seus bigodes de fogo e língua

de espada japonesa

quando sentava-se

à máquina.

 

Vejamos o que publicou A Voz da Serra

no dia 4 de dezembro, de 1962, dois dias

depois do histórico jogo.

É preciso ter presente que

na visão dos dirigentes do Lajeadense

e de seus atletas – o time foi,

como direi, prejudicado

com gravidade, porquanto o resultado

estaria seriamente ligado à atuação

do árbitro.

A propósito, esta foi também, e continua

sendo até hoje, a impressão de muitos

atlantistas

que viram o jogo.

 

2

 

Mas, com disse, vejamos o que escreveu

A Voz da Serra: “Ney da Luz Barbosa

foi designado pela Federação com

uma atuação péssima.

Na primeira fase não assinalou

duas penalidades contra o Lajeadense,

além de truncar as jogadas do Atlântico

quanto notava perigo.

No período final, continuou com

o mesmo diapasão, tendo

inclusive assinalado uma penalidade

em flagrante impedimento”

O jornal referia-se ao lance em que

Roque recebeu um lançamento,

quando estaria

“em flagrante impedimento e investe

contra a meta de Paulinho. Tiassa

- corre atrás e não tem dúvidas

em derrubá-lo dentro da área.

Penalidade assinalada pelo árbitro,

quando deveria ter assinalado

impedimento,

por sinal, clamoroso...” é o que

diz o jornal).

“Paulo Muradás faz 5 a 3 para o

Lajeadense e eram 38 minutos

do 2º tempo.

 

3

 

Conseguiu o predicado,

Ney da Luz Barbosa, desagradar

a ambos os contendores.

Ao final foi agredido por jogadores

do Lajeadense, ocasião em que

‘correu a borracha’

dos policiais presentes.

Fraca foi atuação de

Ney da Luz Barbosa,

causando surpresa à Federação

a designação de um árbitro

de fracas qualidades para conduzir

o embate da categoria do realizado

domingo último.

 

4

 

"O propósito da Federação prejudicar

o Atlântico foi visível e intencional”.

(Era o que dizia a ‘insuspeita’

A Voz da Serra,

em se tratando de Atlântico).

E prossegue o jornal de terça-feira,

dia 4 de dezembro de 1962:

“a agressão que sofreu por parte

de jogadores do Lajeadense,

beneficiado durante todo o

desenrolar do encontro,

não é justificável,

pois o tento” (supõe-se que o

da vitória do Atlântico),

“como todos, com exceção da penalidade

de Paulo Muradás, foram assinalados

de maneira correta. Atuação das mais

facciosas e dos dois bandeirinhas

que o auxiliaram”. Esta era interpretação

do redator de A Voz da Serra

sobre a arbitragem daquele

inesquecível jogo.

 

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