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Política

Esquartejando os minguados votos e o bolo orçamentário achatando os municípios

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A cada R$ 100 que geramos em impostos R$ 57 vai para Brasília, R$ 25 para Porto Alegre e R$ 18 fica
Por Rodrigo Finardi
Foto Divulgação

Muitas candidaturas de Erechim para deputado estadual, esbarram no sistema político. Na AMAU, boa parte dos prefeitos já está comprometida com outras candidaturas. Não em sua maioria, porém isso acaba esquartejando os já minguados votos da região.

Lastro eleitoral

Sem uma mudança de cultura, as chances dos candidatos da região são pequenas. Terão que ter lastro eleitoral fora daqui e bom poder se investimento para segurar a campanha até o fim. Caso contrário, o pleito servirá apenas para marcar território.

Manter as bases dependentes

Um dos principais problemas para quem busca uma vaga é a disputa desigual contra as emendas parlamentares, que é uma compra de voto legalizada. Nunca vi um deputado eleito ‘brigar’ por mudar essa lógica, mexer no bolo tributário e deixar mais recursos nos municípios. O negócio na política é manter as bases dependentes.

Adormece nas gavetas de Brasília

Quando escrevo do bolo tributário, se vê a necessidade do pacto federativo que adormece nas gavetas de Brasília. De tudo que é arrecadado pelos municípios, 57% vai para a União, 25% para o Estado e 18% para os municípios, que é onde as coisas acontecem.

‘Perpetuação da espécie política’

Então quando um político, ou um governo destina algo para os municípios, está apenas devolvendo o que geramos com nossa força de trabalho. Cada R$ 100 que cada um gera de impostos, R$ 57 vai para Brasília, R$ 25 para Porto Alegre e R$ 18 fica por aqui. Desta forma, nunca acabarão as emendas parlamentares, instrumento político de ‘perpetuação da espécie política’, isso sem falar do fundo partidário e do fundo eleitoral. Nosso sistema é eivado de mecanismos protecionistas para manter os mesmos.

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