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Estado

“É um dia muito triste, mas a segurança pública do RS segue firme e operante”, afirma governador sobre incêndio na SSP

Governador Leite, assim que desembarcou no aeroporto da capital, foi ao prédio da SSP juntamente com o vice-governador Ranolfo

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Divulgação
Por SecomRS
Foto Itamar Aguiar / Palácio Piratini

O governo do Estado segue mobilizado, nesta quinta-feira (15/7), para encontrar os dois servidores do Corpo de Bombeiros Militar que desapareceram durante o combate ao incêndio que atingiu, na noite anterior, o prédio-sede da Secretaria da Segurança Pública, em Porto Alegre.

Assim que desembarcou no aeroporto da capital, na manhã desta quinta (15), o governador Eduardo Leite foi ao local, na rua Voluntários da Pátria, para acompanhar o trabalho dos servidores juntamente com vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, com outros secretários e chefes das forças de segurança, que compõe o gabinete de crise instalado para enfrentar o caso.

Após, foi realizada uma reunião para traçar as estratégias que serão tomadas daqui para frente, como a alocação dos serviços que funcionavam no prédio da SSP e a apuração das causas do incêndio, seguida de uma coletiva de imprensa para atualizar a população.

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Governador Leite e vice Ranolfo receberam relatos das operações realizadas no início da manhã desta quinta (15) - Foto: Felipe Dalla Valle

“É um dia muito triste para nós no governo do Estado, por causa dessa tragédia que envolve o prédio da SSP. Todo nosso foco está na busca dos dois servidores desaparecidos, que entraram no prédio justamente para garantir que todas as pessoas saíssem com segurança. Isso só comprova a dedicação e o heroísmo dos nossos agentes da segurança pública. Encontrá-los é a absoluta prioridade das nossas equipes, inclusive dar assistência às famílias dos servidores”, iniciou dizendo o governador.

Além disso, Leite destacou que, desde a noite de quarta (14), todo o governo trabalha para que não haja descontinuidade dos serviços de segurança e garantiu que todos seguem funcionando mediante soluções emergenciais, como o telefone 190 e o monitoramento de câmeras.

]“Antes de qualquer coisa, quero deixar claro à população gaúcha que a segurança pública continua firme e operante, até porque a operação dos órgãos não se dá a partir diretamente deste prédio (que incendiou), mas nas tantas guarnições, delegacias e comandos da Brigada Militar e da Polícia Civil, e das vinculadas em seus diversos espaços. Além disso, boa parte dos processos são digitais, por isso a gente consegue manter esses serviços sem prejuízo à população. Por isso, estamos preocupados especialmente com os servidores", reforçou o governador.

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros Militar, coronel César Bonfanti, a corporação foi informada do incêndio às 21h30 e os primeiros agentes chegaram ao local cerca de cinco minutos depois, iniciando pelo trabalho de evacuação das pessoas, o que foi fundamental para preservar vidas, e depois no combate às chamas. Os servidores desaparecidos estavam entre os primeiros a chegarem ao local, um deles é o tenente que comandava as guarnições no trabalho inicial e o outro, um sargento dos Bombeiros que foi ao local de forma voluntária para ajudar.

“Foram mais de 70 servidores envolvidos no combate às chamas. Fomos avisados às 21h30 e, cinco minutos depois, a primeira viatura chegou ao local, onde já havia um incêndio de grandes proporções. Imediatamente começamos a evacuação do prédio, pois a prioridade é sempre salvar vidas. As dificuldades de combate ao fogo foram grandes, uma característica de todos os grandes incêndios, especialmente em prédios altos. Agora, nosso foco é a busca dos nossos dois servidores. Estamos com equipes de busca e salvamento fazendo as buscas e, assim que houver condições, entraremos com cães treinados para buscas”, afirmou Bonfanti.

Ranolfo destacou que, paralelamente às buscas aos agentes e o rescaldo do incêndio, equipes da Secretaria de Obras e Habitação, do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e da Defesa Civil estão fazendo a avaliação técnica e estrutural do prédio.

“Estamos tomando as primeiras providências quanto à alocação dos servidores e também o destino que será dado em relação ao prédio como um todo. Depois que houver a liberação da equipe de investigação e da perícia, a nossa ideia é demolir a estrutura e construir uma nova secretária”, afirmou o vice-governador.

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Governador e vice estiveram no 9° BPM, para onde foi transferido o atendimento do telefone 190 - Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini

O Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) do prédio foi aprovado em 6 de junho de 2018 e estava em execução. De acordo com o governador, o governo investiu mais de R$ 1 milhão para aperfeiçoar o plano, incluindo melhorias no sistema hidráulico. O cronograma de trabalho previa seis meses de execução, e estava, atualmente, no segundo mês.

“Havia, sim, um PPCI, mas isso não significa não haver incêndios. Significa ter um plano de contingência para prevenir e proteger as vidas, além de dar as condições de combate às chamas. O plano admite a possibilidade de incêndio, e determina o combate especialmente preservando vidas, como foi feito, com a evacuação imediata do prédio”, detalhou Leite.

Depois da entrevista coletiva concedida à imprensa, o governador e o vice-governador visitaram a sede do 9º Batalhão da Brigada Militar, em Porto Alegre, onde está funcionando provisoriamente o atendimento do 190.

Participaram da reunião e da coletiva os secretários Artur Lemos Júnior (Casa Civil), Claudio Gastal (Planejamento, Governança e Gestão), Mauro Hauschild (Administração Penitenciária), José Stédile (Obras e Habitação), Tânia Moreira (Comunicação), Eduardo Cunha da Costa (Procuradoria-Geral do Estado), coronel Júlio César Rocha Lopes (Casa Militar e Defesa Civil).

Também estiveram presentes o comandante-geral da BM, coronel Vanius Cesar Santarosa; a chefe da Polícia Civil, delegada Nadine Anflor; a diretora-geral do IGP, Heloísa Kuser; o comandante-geral do Bombeiros, coronel César Eduardo Bonfanti; o diretor-geral do DetranRS, Enio Bacci; e o diretor-geral da SSP, delegado Marcelo Moreira; entre outros representantes e servidores das forças de segurança.

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