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Política

Partidos querem construir terceira via, mas ninguém abre mão

Na corrida à prefeitura de Erechim, o PSL tem um dos maiores tempos de TV e isso vem à mesa na hora
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Quatro partidos se reuniram na noite de terça-feira (11), em Erechim, para buscar uma composição para as eleições de novembro: PL, PSL, DEM e PRTB.

Nesta reunião três pré-candidatos a prefeito: Cláudio Pagliosa (PL), Kaká Cofferi (PSL) e Tiago The Police (PRTB). O presidente do DEM, Rogério Pìzzatto também participou.

Objetivo do grupo é construir uma terceira via, mas a reunião, como tantas outras, não avançou como pretendiam. Esbarra, como sempre, na indicação dos nomes. Ninguém abre mão. Outras acontecerão.  E o acerto é incerto.

 

 “Os que não aderirem a 3ª via, estão antecipando a aposentadoria”

O presidente do PSL, Márcio Roginski, reafirma que o PSL está trabalhando pela 3ª via em Erechim. Ele não participou da reunião com os quatro partidos e sim, Kaká Cofferi. Para ele “fizeram reunião para marcar outra reunião”, mas acredita sim na possibilidade de unir todos os partidos: “os que não aderirem, não ficarão só quatro anos fora da prefeitura e sim oito anos, antecipando a aposentadoria de muitos candidatos a prefeito de Erechim”.  

Para o dirigente, está na hora dos partidos se unirem pelo bem de Erechim, e pensar no bem do cidadão que sustenta e paga seus salários: “O próximo prefeito, tem que ser audacioso, focar em geração de renda, bem-estar e fazer Erechim ser excelência em saúde”, comenta.

Roginski salienta que o PSL é independente e por isso pode optar pelo caminho que irá seguir: “podemos ter candidatura própria à prefeitura ou apoiar o lado A ou B. Com nominata cheia (26 candidatos a vereador) e com um dos maiores tempos de TV, iremos focar em eleger vereadores”, finaliza.

“Os critérios serão expostos. Se entenderem que não, seguiremos nosso caminho”

O presidente dos Democratas em Erechim, Rogério Pizzatto, esteve na reunião dos quatro partidos. Afirma que a terceira via está sendo formada: “A via de direita existe e terá candidato a prefeito e vice”, se referindo aos partidos que estão no governo municipal. “Mas tem espaço para estarmos juntos, se eles vierem conversar conosco, que sejam ficha limpa em primeiro lugar”, salienta.

Caso os partidos procurarem o bloco, Pizzatto diz que “os critérios serão expostos, caso entendam que sirvam para eles, tudo certo. Se entenderem que não, seguiremos nosso caminho”, finaliza. E acredita que não serão procurados, por acontecimentos recentes.

 

O impasse e a candidatura própria

Outro pré-candidato presente à reunião, Tiago The Police (PRTB), acredita que Cláudio Pagliosa (PL) pode ser o candidato a prefeito, e se colocou como vice. O PSL também quer a vice, com Kaká Cofferi. Daí o impasse. Caso não ocorra o acerto, Tiago reforça mais uma vez, que deverá concorrer sozinho à prefeitura, com um membro de seu partido, em chapa pura.

 

Reis, plebeus, generais e a falta de tropas

Já Claudio Pagliosa (PL), está sentindo na pele o que é uma negociação política, com todas suas peculiaridades próprias. Tentará unir esse grupo, mas é tarefa difícil. Terá que ser muito hábil e entender que na política existem muitos reis e poucos plebeus. Que todos querem ser generais, mesmo não tendo tropa. É um momento de valorização, onde cada um apresenta as armas que tem.

 

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