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Ensino

Aulas presenciais: Governo e Famurs apresentam calendário para retomada

Gestores da Educação ressaltam preocupação com a volta. Proposta ainda será debatida nas associações regionais de municípios

Proposta será debatida internamente nas associações regionais de municípios
Por Amanda Mendes *Com informações: Governo RS
Foto ArquivoBD

O calendário para o retorno das atividades presenciais na Educação gaúcha já está sendo analisado. Na última terça-feira (11), o governo do Estado junto à Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), apresentou um cronograma que prevê o início da volta gradual no fim de agosto, começando pela educação infantil.

As atividades presenciais estão suspensas no Estado desde março em função da pandemia provocada pelo novo coronavírus, a retomada será em modelo híbrido.

Ainda, buscando garantir segurança de saúde à comunidade escolar, o governo anunciou o investimento de cerca de R$ 15,3 milhões na compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) para a rede estadual.

O retorno às aulas presenciais ocorrerá, pela proposta do Estado, somente nas regiões que estiverem em bandeira amarela e laranja. Atualmente, a região de Erechim está classificada como bandeira vermelha.

Na oportunidade, foram apresentadas outras sugestões de datas, que serão debatidas internamente dentro das 27 associações regionais de municípios e analisadas novamente em reuniões que ocorrerão ao longo das próximas semanas.

“Retorno dependerá de fatores ligados à Saúde”

Para a coordenadora da 15ª Coordenadoria Regional da Educação (CRE), Juliane Bonez, a volta depende diretamente da segurança de saúde e sanitária. “Não recebemos nenhum encaminhamento oficial sobre essa proposta, mas, atualmente, acredito que nossa rede não tem possibilidade para retornar”, pontuou à reportagem do Jornal Bom Dia.

“A volta das aulas presenciais irá depender de diversos fatores ligados à saúde. Enquanto não houverem os Planos de Contingências (que indicam os protocolos para a retomada das atividades) pelos Centros de Operações de Emergência em Saúde para a Educação (COE-E Local) das escolas, não é possível voltarmos. É um grande desafio que precisamos vencer, mas com certeza, agora, não temos a segurança de saúde, tanto para os estudantes quanto para os professores”, finalizou.

“Undime posicionou contra o retorna da educação infantil”

De acordo com secretário municipal da Educação de Erechim, Juliano Rizzi, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) se posicionou contra a volta das atividades presenciais na educação infantil.

Sobre a proposta de calendário para o retorno gradual, Rizzi informou também que amanhã (14) haverá uma reunião com os secretários de Educação da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau), para debater a viabilidade na região.

“A Famurs irá nos orientar caso o calendário seja implementado. Por enquanto, seguimos realizando as atividades remotas com materiais impressos. A   Escola Municipal de Ensino Fundamental Jaguaretê está desenvolvendo um projeto piloto com atividades online, por meio da plataforma Google Sala de Aula”, concluiu o secretário.

“Não me sinto confortável em levar minha filha à escola”

Essa é a preocupação da erechinense, Caroline dos Santos Wal, mãe de Ana Luiza, que está no sexto ano do ensino fundamental na Escola Estadual Antonio Burin.

“Não sei se já é o momento de as aulas presenciais retornarem. Não me sinto confortável em levar minha filha à escola, pois é uma doença muito contagiosa e, ainda, há a questão de que muitos infectados não apresentam sintomas. Eu, particularmente, acho que o ensino deveria continuar de maneira remota, claro que não é como estar em sala de aula, com a presença do professor, mas me deixa segura em saber que minha filha não está perdendo o ano letivo, nem em risco de ser contaminada”, comentou.

Segundo a publicação no site do Governo do Estado, a autonomia de levar os filhos para a escola é dos pais. Se preferirem não fazer isso, será necessário que o Estado e os municípios busquem alternativas para a continuidade da educação.

“Caso as atividades retornarem, não decidi ainda se minha filha irá frequentar a escola, contudo, me questiono se as crianças em que os pais optarem para continuar a distância, receberão o mesmo conteúdo, bem como, a qualidade das aulas”, concluiu Caroline.

Cronograma proposto de retorno às aulas

31/8 – Ensino infantil (público e privado)

14/9 – Ensino superior (público e privado)

21/9 – Ensino médio e técnico (público e privado)

28/9 – Ensino fundamental – anos finais (público e privado)

8/10 – Ensino fundamental – anos iniciais (público e privado)

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