Ao longo de sua construção, até sua pseudo inauguração com o governador da época, Tarso Genro, muito se falou sobre a obra de Transposição do Rio Cravo em Erechim, feita para acabar com o problema do racionamento (foram três de 2005 para cá e um deles durou 33 dias).
Politicamente a obra foi desacreditada e inclusive foi colocado em xeque se ela era operacional ou não.
Passado o tempo, hoje dá para afirmar que a obra funciona normalmente. Entrei em contato com o gerente local da Corsan, Ivo Antonio Sobis, que me passou em detalhes, que a obra de Transposição doo Rio Cravo foi acionada esse ano com êxito pleno entre os dias 13 de agosto até 13 de setembro (período de poucas chuvas) e mais uma semana depois.
Durante todo esse período, foi detectado apenas um vazamento nos 16 km de extensão da obra, já devidamente consertado. Para ter uma ideia da grandiosidade da obra, quando ligada ela opera 21 horas por dia, ao custo de R$ 9 mil de luz para bombear a água. A fatura da RGE do período que compreende o acionamento de 13 de agosto a 13 de setembro, ultrapassou os R$ 210 mil.
Para efeito de registro, o investimento de R$ 26 milhões na obra, foram recursos do Orçamento Geral da União.