O Salão Nobre da prefeitura e também a sala de reuniões do vice-prefeito Marcos Lando (que está no cargo de prefeito até 8 de setembro), aconteceram várias reuniões com a presença do diretor-presidente da Corsan, Roberto Correa Barbutti e do superintendente regional Altomi Santi, o Procurador do município Luis Carlos Coffy, além de vários membros do primeiro escalão do Executivo. Isso na segunda-feira (19), até o início da noite.
A minuta
A Corsan quer reabrir as renegociações com o município de Erechim e garantir a permanência aqui por mais 25 anos (tratamento de água e esgoto). O contrato de água e esgoto gira em torno de R$ 2,3 bilhões durante sua vigência. Irão enviar uma minuta de contrato para o jurídico da prefeitura, mas a tendência que independentemente disso, o edital será relançado em breve.
Município quer garantias
Na conversa, a Corsan queria algumas coisas que o município não abre mão. O município também quer suas garantias. E nesses quesitos ocorrem vários impasses. Ao longo da história, vários capítulos negativos foram escritos na relação entre a companhia e o Executivo erechinense, principalmente no não cumprimento do contrato, isso faz com “se acredite, não acreditando” em suas intenções.
Os prefeitos enganados
E não é para menos. Em vários contratos entre os dois, a Corsan sempre deixou a desejar. As cláusulas eram leoninas e o município ficou várias vezes com o “pincel na mão”. Tanto é que numa determinada situação prefeito Luiz Francisco Schmidt disse uma frase muito forte: “Eu e os prefeitos Paulo Polis e Eloi Zanella fomos enganados pela Corsan”. E para renovar solicitou no mínimo R$ 30 milhões (e não pode ser recursos do fundo compartilhado) a efeito de compensação pelos serviços contratuais que deixaram de ser prestados.
Empresas privadas “só na espreita”
Enquanto isso, as principais empresas do mundo que trabalham com água e esgoto estão de olho nesse contrato bilionário. Ou a Corsan sede, ou o contrato pode cair em mãos de empresa privada. E para efeito de registro, Erechim com mais de 105 mil habitantes não tem sequer um metro de esgoto tratado. E quando for feita a instalação desses serviços o custo para os usuários deve aumentar de 60% a 70% (referente a taxa de esgoto).