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A trajetória paroquial marcada pela fé e evangelização

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“Durante esta caminhada, destacam-se o envolvimento daqueles que souberam viver sua fé a partir da c
Igreja matriz São José, construída em 1927, de alvenaria, de 45 m por 20 m - 945 m²
Padre Benjamin Busato
Por Com informações: Paróquia São José
Foto Divulgação

Datas comemorativas jubilares, especialmente de 25, 50, 100 anos ou semelhantes de uma instituição, entidade, município ou qualquer organização social, motivam diversas pesquisas, buscando históricos o mais abrangente possível, para que assim possam traçar a origem, o contexto e os ideais das pessoas que a desencadearam. Olhar para o passado ajuda a compreender o presente e favorece a projeção do futuro. Quem não olha o passado é ingrato com quem o precedeu e não dará continuidade lógica à história. Com quem e em que contexto iniciaram estes 100 anos da Paróquia São José?

Os pioneiros do grande Erechim eram de fé cristã, em sua grande maioria, pertenciam à Igreja Católica Romana. Eram de diversos países da Europa ou de descendentes deles que se haviam estabelecido em outras regiões do Estado e que eram designadas “terras velhas”. Ao chegarem, organizavam logo sua comunidade com um local para suas orações e festas e a escola para a educação dos filhos. Diversos desses locais são, hoje, sedes paroquiais.

Paróquia São José da Boa Vista do Paiol Grande (Erechim)

A primeira missa na atual cidade de Erechim foi celebrada em 1911, numa casa grande construída nas proximidades da Estação da Viação Férrea, que serviu de estabelecimento comercial e de hotel.

A primeira capela de madeira foi construída por iniciativa de Elisa Vacchi. Ficava na rua Torres Gonçalves, pela metade da primeira quadra, à esquerda no sentido Centro-Bairro, com 24 metros quadrados. Foi dedicada a Santo Antônio. A primeira missa nesse oratório foi celebrada no dia 13 de junho de 1913, pelo padre Alberto Scheurmann, de Getúlio Vargas. Nesta capelinha esteve, em 21 de outubro daquele ano, pela primeira vez na região, um bispo, o de Santa Maria, Dom Miguel de Lima Valverde. Ele fez uma grande previsão: “O estábulo de Belém era pequeno e a capela que ora visito é menor ainda. Mas tenho a certeza de que dessa igrejinha surgirá um dia uma grande matriz”. Em 19 de agosto de 1919, o bispo, criou a primeira Paróquia de Erechim, dando-lhe São José como padroeiro.

Com o passar do tempo, aquela igreja de madeira, de 1915, passou a ser apertada para a população. Assim, em 1927, iniciou-se a construção de uma nova igreja matriz, de alvenaria, de 45m por 20m - 945m². A conclusão da obra aconteceu em 1935.

A Catedral

Quando a Diocese de Erexim foi criada, em 1971, a paróquia mais antiga da sede diocesana, no caso, a Paróquia São José, passou a ser também a Igreja catedral. Neste período estava sendo construído um novo templo religioso, capaz de acolher um maior número de fiéis, com início de construção em 1969 e inauguração em 1977.

Catedral vem de “cathedra”, palavra latina que significa cadeira de quem ensina ou da qual alguém ensina, ou cargo de professor de ensino superior. No caso, a referida igreja matriz se tornou catedral porque nela fica a “cadeira” onde o bispo preside toda a igreja diocesana.

Durante esta caminhada, faz bem destacar o envolvimento daqueles que souberam viver sua fé a partir da comunidade paroquial. Muitas obras e, certamente, boa parte do desenvolvimento da região se deu por incentivo e parceria da Igreja Católica, principalmente nas áreas sociais, educacionais e de saúde. Recorda-se desde a resolução de conflitos e impedimento de combates nas épocas das revoluções, até a liberação de materiais indispensáveis vindos de trem até Paiol Grande, até os hospitais de Caridade e Santa Terezinha, o Lar da Criança, Patronato São José, Lar dos Idosos, os Colégios Marista, Franciscano São José, da Consolatta, Seminário de Fátima, Universidade Regional Integrada (URI), e outras entidades que possibilitaram o crescimento da fé e da comunidade erexinense como um todo.

Padre Benjamin Busato e o zelo catequético

Uma grande personalidade da Paróquia foi o padre Benjamin Busato, pároco de dezembro de 1926 a maio de 1950. Com liderança expressiva, teve diversas iniciativas não só no campo religioso, mas também social, escritor de crônicas. Pe. Benjamin é recordado por zelo catequético. Redigia e entregava às famílias textos de educação da fé. De acordo com Sônia Mári Cima, além de fundar o Círculo Operário, reestruturou a Associação Rural, que teve por sede o atual terreno do Seminário de Fátima, que era do Estado e depois passou para a Mitra Diocesana de Passo Fundo.

Durante a 2ª Guerra Mundial, Pe. Benjamim fazia vir de Porto Alegre querosene para os agricultores utilizarem em seus lampiões, assim como sal, açúcar e outros produtos que faltavam na região. Além disso, incentivou o cultivo de soja na região. Por exemplo, em 1948, ele entregou à família Lise uma bolsinha com alguns quilos de semente, recomendando que plantasse e cuidasse bem. Aquelas primeiras sementes foram plantadas onde hoje está o Centro Diocesano de Pastoral.

Cenário atual

Hoje a Paróquia São José abrange dezesseis comunidades – três delas urbanas e treze rurais (Santo Isidoro, São Francisco de Assis, Cristo Rei, São Luiz Gonzaga, São Paulo, Nossa Senhora do Rosário, São Brás, Santa Lúcia, Nossa Senhora do Rosário de Fátima, Nossa Senhora de Lurdes, Santo Antônio, São Roque, São Pedro, São Caetano, Divino Espírito Santo e a Matriz São José).

São presença constante na vida das comunidades os membros dos Conselhos Paroquiais de Pastoral, Conselhos Econômicos, Ministros extraordinários da Palavra, da Caridade e da Sagrada Eucaristia, Pastoral da Saúde, Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral da Juventude, Pastoral da Juventude Estudantil, Pastoral do Batismo, Pastoral da Esperança e da Consolação,  Cáritas, Vicentinos, Movimento Familiar Cristão, Cursilho de Cristandade, Catequese, Coroinhas, Amigos da Catedral, Equipes de Liturgia e Canto Litúrgico, Apostolado da Oração, Terço Diário, Terço da Misericórdia, Zeladoras das Capelinhas Domiciliares, Vida Religiosa Consagrada, Vida Leiga Consagrada e Fraternidades, que fazem a vida pulsar nas mais variadas experiências de fé a partir do encontro com Jesus, lançando todos os paroquianos ao seguimento alegre da pessoa de Jesus Cristo.

Que São José, nosso padroeiro, e Maria, assunta aos céus, intercedam por todos os paroquianos neste ano jubilar, ajudando a todos a serem e formarem comunidades vivas em torno do ressuscitado.

Párocos que passaram pela história da Paróquia: Vicente Testani, Luiz Balzarotti, Francisco Richard, Justino Girardi, Humberto Zeller, Fidelis Kamp, Modestino Oechtering, Pancrácio, Carlos Schwergschlager, Vicente Testani, Benjamim Busatto, Gregório Comassetto, Fioravante Magrin, Tarcísio Utzig, Atalibo Lise, Girônimo Zanandréa, atual Bispo Emérito, Atalibo Lise, Luiz Warken, Antonio Valentini Neto e Alvise Follador.

 

Vigários paroquiais que passaram pela história da Paróquia: Francisco Osmari, Pio Buasanello, Egídio Marin, Estanislau Pollon, Ludovico Redin, Albino Busatto, Lino Longo, Vitório Serraglio, Amélio Caovilla, Santo Guerra, Alcides Ferreira Leite, Juliano Noal, João Blaszczak, Lido Liberalli, Luiz Antonio  Busanello, João Gheno, Pe. Geraldo Moro, Antonio Tamagno, Eolino Bortolanza, Milton Mattia, Aquiles Jacob Klein, Antonio  Divino Serraglio, Antonio Valentini Neto, Valdecir Rovani, Ivo Moehlecke, Girônimo Zanandréa, Avelino Backes, Valter Girelli, Valdemar Zapelini, Olírio Streher, Moacir Stieve, Gabriel Zucco, Jorge Elias Dall'Angol, Lecir Barbacovi, Alvise Follador, Maximino Tiburski, Carlos Zorzi, Agostinho Dors, Valtuir Bolzan, Dirceu Dalla Rosa, José Carlos Sala e Claudino Talaska. João Dirceu Nardino, Everton Luiz Sommer, Paulo Cezar Bernardi, Cleberton Piotrowski, Anderson Faenello, André Ricardo Lopes, Maicon André Malacarne e Jean Carlos Demboski.

 

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