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Vínculos naturais e culturais: exposições compõem Semana Nacional de Museus

Exposição

Exposições apresenta trabalho e registros teóricos sobre a fauna e flora brasileira
Coordenadora do Museu de Ciências da URI, Elisabete Zanin
Secretário municipal de Cultura, Leandro Basso
Por Amanda Mendes
Foto Amanda Mendes

Para garantir o futuro das tradições existem diversos caminhos, um deles é a valorização dos museus, considerando sua importância cultural. Com essa proposta, está ocorrendo em diversos cantos do País a 17ª edição da Semana de Museus. Em Erechim, as atividades estão sendo protagonizadas pela Universidade Regional Integrada (URI). 

Neste ano, o objetivo é apresentar os vínculos existentes entre a área natural e humana/cultural. Assim, a instituição iniciou nesta semana duas apresentações: a exposição "Tradições gaúchas: sementes que florescem", que encerra apenas em julho e a mostra "Biomas Brasileiros: diversidade biológica", pode ser conferida até dia 29 deste mês. 
Conforme a coordenadora do Museu de Ciências e docente do curso de Ciências Biológicas da URI, Elisabete Zanin, a mostra foi planejada para comemorar o Dia Internacional dos Museus, comemorado no sábado (18). "Essa iniciativa partiu dos acadêmicos do curso, por meio da disciplina de Botânica 5, em que eles estudam os biomas. Assim, a exposição traz estudos teóricos e banner, bem como, elementos que representam a fauna, flora e itens culturais, reconstruindo culturalmente os seis biomas brasileiros", pontuou Elizabete. 
Para a coordenadora, os museus preservam características essenciais para a compreensão cultural. "Eles são grandes bibliotecas, podem não guardar livros, mas armazenam muito sobre nossa história. No caso do museu de ciências naturais são registros de pesquisas científicas principalmente sobre a fauna e a flora de determinadas regiões. Mas ali não tem apenas esses materiais, mas muita sobre a vida de animais, então está tudo historicizado e alguns desses deles já estão extintos, inclusive", reforçou. 
O material da mostra foi montado com itens do acervo do museu, produções e doações de professores e estudantes. "Nesta semana o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), convida a comunidade para conhecer os mais distintos museus, porque esses espaços também são da comunidade", pontuou Elisabete. 
Para os acadêmicos, é uma oportunidade de vivenciar a rotina profissional. "Por exemplo, o material produzido sobre a Amazônia foi produzido por um de nossos acadêmicos (João Vitor Andriola), que visitou o bioma 'Nossa ideia é divulgar aquilo que produzimos', mostrando a importância de toda a cultura que existe no País, abrindo o espaço à comunidade, bem como, para os acadêmicos praticar tarefas que compõe a vida profissional de um biólogo, considerando que futuramente eles estarão organizando exposições em museus, jardins botânicos e zoológicos", pontuou a professora. 
Assim, a atividade ultrapassa o campo da teoria, mobilizam estudos práticos e ainda oportuniza mais valorização e conhecimento da população acerca de aspectos naturais e culturais do Brasil. 
 

Agenda 
No período das exposições, as visitas podem ser feitas de segunda à sexta-feira, das 14h às 17h. Já no período noturno o espaço estará aberto nas próximas segundas-feiras (20) e (27). "Nossos acadêmicos estarão aqui para receber todos os visitantes, como também pode ser agendada uma visita monitorada, que os discentes irão explicar o acervo. No caso da visita ser feita por um grupo também é preciso agendar com antecedência para nos organizarmos", concluiu a coordenadora. 

Museu municipal no horizonte da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo
A ausência de um museu municipal em Erechim pode causar estranhamento e o sentimento se justifica, sobretudo, por toda riqueza cultural e histórica que o município carrega. Já são mais de 100 anos de emancipação político-administrativa, com uma formação multiétnica e muita diversidade atualmente. Nesse período de história, diversos materiais auxiliam na compreensão cultural do erechinense e a população já vem procurando a Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo para doar itens.
De acordo com o secretário municipal, Leandro Basso, o que mais preocupa é que todo esse material que tem sido doado poderá se perder. "Nossa comunidade está envelhecendo e eles querem doar objetos significativos, contudo, não temos um espaço físico para guardar esse material e o encaminhamento está sendo de direcionar a outros municípios", pontuou em entrevista ao Bom Dia. 
As perspectivas são positivas, mesmo que ainda distantes. "Ano passado foi criado uma lei municipal que viabiliza criar o museu de Erechim, já tivemos sugestões de lugares, como no processo de ocupação do Castelinho, contudo, por sua estrutura em madeira ele não poderá receber. Com isso, estamos discutindo possibilidades na Ferrovia ou no antigo Correio e até mesmo locação de lugares. No entanto, mais que um espaço, precisamos de apoio econômico para manter o museu, mas está em nosso horizonte viabilizá-lo", concluiu o secretário. 

 

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