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Política

Melhorias nas linhas intermunicipais em debate

Objetivo do Plano Diretor é organizar sistemas de mercados

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Foto: Jéssica Scartazzini
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Objetivo do Plano Diretor é organizar sistemas de mercados

O governo do Estado, através da secretaria dos Transportes encaminhou à Assembleia Legislativa, no dia 12 de novembro, para que fosse votado em regime de urgência, o projeto de lei que estabelece o Plano Diretor de Transportes Intermunicipais. A proposta tem o intuito de reorganizar a distribuição das linhas do transporte coletivo intermunicipal de longo curso e ordená-las juridicamente em novos segmentos.

Atualmente, o transporte intermunicipal de longo prazo funciona entre cidades. Isso faz com que se tenha aproximadamente 1.600 linhas.

Com o Plano em vigor, o Estado será dividido em 14 sistemas de mercados, sendo que cada um será composto por conjuntos de linhas que continuarão atendendo as cidades da forma que estão hoje, porém, ficarão vinculadas ao mercado das respectivas regiões. "Os mercados serão instituídos com subsídio cruzado, ou seja, as empresas de baixa renda, cuja procura e número de linhas são menores, terão um auxílio das empresas que têm alta rentabilidade", explicou o secretário estadual dos Transportes, Pedro Westphalen.

Segundo o diretor de Transportes Rodoviários do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Lauro Hagemann, o destaque do Plano Diretor é a implantação de um sistema inédito, chamado CCO - Centro de Controle Operacional - que será interligado em todas as linhas e rodoviárias. O Departamento conseguirá acompanhar em tempo real o deslocamento dos ônibus, os horários de saída e de chegada aos destinos, e se houve alguma interrupção inesperada - para que seja providenciado um auxílio imediato. 

Com o novo serviço também será possível informar, antes dos ônibus chegarem às suas escalas, se existem poltronas vagas. O CCO ainda permitirá monitorar o quanto foi comercializado em vendas de passagens, de modo que sejam identificados os pontos que estão com baixa rentabilidade e, dessa forma, busquem-se soluções junto às prefeituras. "O Centro de Controle é o grande marco desse Plano Diretor", afirmou Hagemann.

O projeto também apresenta uma alternativa para suprir o problema dos municípios que enfrentam dificuldades em manter suas estações rodoviárias. Para tanto, devem ser criadas agências rodoviárias. "Uma farmácia ou uma agência lotérica, por exemplo, poderá vender passagens e despachar encomendas sem a necessidade de investir na estrutura completa de um terminal", explica o diretor-geral do Daer, Ricardo Nuñez.

Os pontos de venda de passagens e os locais de embarque e desembarque dos ônibus serão definidos pelas prefeituras. Os responsáveis pelas agências rodoviárias terão acesso ao sistema do Daer para realizar as operações.

O que deve mudar no transporte intermunicipal: 

· Segurança: Sistema de controle interligando as rodoviárias, ônibus e o Daer;

· Agilidade: Venda de passagem antecipada, inclusive dos veículos que estão em trânsito e possuem assentos vagos;

· Conforto: Atualização e renovação das frotas; 

· Abrangência: Todos os municípios poderão ter estações rodoviárias ou agências rodoviárias - a variação leva em conta a demanda de cada cidade. 

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