Na sexta-feira (18), o deputado federal, Assis Melo (PCdoB), esteve visitando a região do Alto Uruguai, cumprindo agenda política nos municípios de Erechim, Faxinalzinho e Sertão, onde se reuniu com representantes do Executivo, Legislativo e do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). Acompanhado da vereadora de Erechim, Sandra Picoli (PCdoB) e de assessores parlamentares, o deputado visitou à redação do Jornal Bom Dia, onde destacou momentos importantes de sua vida política, iniciada em 2008, em Caxias do Sul, quando se elegeu como o vereador mais votado do município, com mais de oito mil votos.
“Minha história começou no chão de fábrica há mais de 30 anos, onde senti o despertar do sentimento sindicalista”, disse o parlamentar. Metalúrgico de profissão, se tornou um dos líderes do movimento, no Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul. O operário de chão de fábrica conquistou seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados em 2010, com 47 mil votos. No último pleito, o deputado ficou como segundo suplente, com 45 mil votos, assumindo seu segundo mandato em janeiro de 2017, quando da nomeação do deputado federal licenciado, Ronaldo Nogueira (PTB) para o Ministério do Trabalho.
“Entre os motivos que me levaram à Brasília foi a confiança nas pessoas mais humildes, nos trabalhadores que, de fato, produzem a riqueza do nosso País. O meu trabalho é voltado especialmente para os trabalhadores, que assim como eu, lutam dia a dia por uma cidade melhor, um Estado melhor e um Brasil melhor. Sinto muito orgulho em representar essa categoria. Sabemos das dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores do nosso País e sinto-me honrado em poder desenvolver uma gestão no parlamento, com foco nos trabalhadores”, declarou o deputado.
Democracia ameaçada
Assis Melo foi enfático ao afirmar que, em seu entendimento, a democracia está ameaçada. “Temos um governo Federal ilegítimo, acusado criminalmente, que permanece no comando do País. Além disso, fica a nossa frustração por não termos tido condições de reagir ao desmonte dos direitos dos trabalhadores com a reforma trabalhista. Infelizmente, a maioria dos parlamentares não ouviu o clamor da população. A nossa Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) levou 70 anos para preservar a garantia dos direitos dos trabalhadores e, em uma noite os direitos foram retirados. Além disso, praticamente acabou com a Justiça do Trabalho. Assim, o trabalhador fica desprotegido. Esse é mais um crime contra o povo brasileiro”, frisou o parlamentar.
Oposição ao governo
Assis Melo declarou que sua postura é de oposição ao governo de Michel Temer. Quando questionado sobre como se sentia, sendo um parlamentar de oposição, que assumiu seu segundo mandato, quando o deputado licenciado do PTB, Ronaldo Nogueira assumiu o Ministério do Trabalho, disse que essas relações fazem parte da conjectura política. “Temos um excelente relacionamento com o atual ministro, mesmo sendo membro da base governista. O nosso questionamento é a ilegitimidade do presidente da República, Michel Temer”, afirmou Assis.
“Com Temer no poder teremos cada vez mais uma sociedade brasileira enfraquecida, sofrendo ataques aos seus direitos adquiridos. Ainda, vivemos uma verdadeira ofensiva contra à Nação, que está sendo dilapidada pelo governo Federal”, pontuou o deputado. Para Assis, se a reforma da Previdência também for aprovada, o governo vai destruir o sistema previdenciário. “Não podemos permitir mais esse crime contra o povo, pois condenará as pessoas à miséria no final de suas vidas”, disse o parlamentar.
Eleições 2018
Sobre a emenda para a eleição de deputados federais, deputados estaduais e vereadores, que já teve o texto-base aprovado na Câmara dos Deputados na última semana, Assis se diz contrário. “Toda a bancada do PCdoB vota contra o Distritão, pois isso promove uma elitização e a volta da ditadura do coronelismo no País”, relatou o deputado. A emenda prevê, na prática, que a eleição de deputados e vereadores se torne uma eleição majoritária, como já acontece na escolha de presidente da República, governador, prefeito e senador. Se aprovada, cada estado ou município vira um distrito eleitoral e serão eleitos os candidatos mais votados, não sendo levados em conta, os votos para o partido ou para a coligação.
Rio Grande do Sul
Como parlamentar, Assis Melo já destinou mais de R$ 32 milhões, em emendas parlamentares para os municípios gaúchos. O deputado federal também reforçou o trabalho realizado em parceria com o deputado estadual, Juliano Roso (PCdoB). “O nosso partido trabalha muito pelo Rio Grande do Sul. Na Assembleia, fazemos uma oposição responsável ao governo Sartori. Este governo que não consegue enfrentar a crise, escolheu um caminho que não é novo. Faz ataques aos direitos dos servidores e promove a destruição do Estado, como havia feito Britto no passado. Acreditamos que existe um outro caminho para o Rio Grande do Sul, com investimento e valorização das políticas públicas. É isso que nós defendemos”, concluiu Assis Melo.