A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Erechim comemora 20 anos da equoterapia. Na tarde da última quinta-feira (3), a entidade realizou uma conversa com a imprensa, ocasião em que aproveitou para mostrar seu espaço físico e destacar os benefícios do método terapêutico. Na ocasião a equipe também apresentou dados referentes ao trabalho realizado na instituição.
A conversa com a imprensa aconteceu na Escola de Educação Especial Branca de Neve. Quem acompanhou os repórteres foi o coordenador de saúde da Apae e diretor técnico clínico da escola, Fabrício Dalfovo. Ele também elencou dados como o quadro de profissionais e atendimentos realizados na entidade.
De acordo com Dalfovo, hoje a Apae conta com uma equipe de 56 profissionais, desde os responsáveis pela parte administrativa e funcional da instituição, até os da área de educação e saúde. Entre eles, assistentes sociais, enfermeira, fisioterapeutas, pedagogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, médicos e fonoaudiólogos. Além disso, a entidade conta com o trabalho de voluntário de uma profissional da odontologia, que faz atendimentos mensais, e de uma médica veterinária, que cuida dos animais utilizados para a equoterapia.
Atendimentos em 2016
Dalfovo elencou os atendimentos realizados na instituição no último ano. Ao todo, a instituição atendeu a 132 estudantes referentes a diferentes etapas do ensino, desde o ensino fundamental até grupos de atividade ocupacional e convivência. Na área de saúde foram realizados 12.970 atendimentos, sendo a maioria deles de fisioterapia (4.522); fonoaudiologia (2.860); psicologia (2.517); assistência social (1.030) e terapia ocupacional (1.002). Além destes foram realizados 329 atendimentos de neurologia; 440 de pedagogia e 270 de psiquiatria. Quanto aos serviços sociais a entidade realizou 2.568 atendimentos, desde encaminhamentos, visitas domiciliares, avaliações, visitas ao mercado de trabalho, entre outros.
Equoterapia
Após a apresentação do espaço físico e dos números da entidade, a fisioterapeuta Riva Silverston Angonese apresentou o local onde são realizadas as sessões de equoterapia, destacando como o método é aplicado e seus benefícios. Segundo ela, são realizados diariamente na Apae seis atendimentos por turno em sessões de 35 minutos.
Riva destacou que a equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação. Por meio dela, busca-se o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiências e/ou necessidades especiais. O cavalo é utilizado como instrumento de trabalho, no qual o praticante passa a ser mais atuante no processo de reabilitação, por sua própria motivação e sensações.
A profissional explicou ainda que a interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, cuidados preliminares, o ato de montar e o manuseio final desenvolvem, ainda, novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima. Esclareceu ainda que os movimentos ritmos e dinâmicos do cavalo influenciam a postura, o equilíbrio e a mobilidade do praticante, visto que o caminhar deste animal é semelhante à marcha humana.
A fisioterapeuta destacou ainda o início da história da equoterapia na Apae, explicando que os profissionais envolvidos passaram por um período de formação. Hoje, segundo ela, o método é um dos preferidos dos alunos atendidos na instituição, sendo o responsável por inúmeros benefícios e resultados positivos. Atualmente a Apae conta com quatro animais utilizados na equoterapia, sendo dois cavalos, uma égua e um filhote.