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Integrantes da diocese refletem sobre a morte e o processo do luto

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Por Assessoria de imprensa
Foto Divulgação - assessoria de imprensa

Professor Felipe Biazus, coordenador do curso de Psicologia da URI Erechim, assessorou a parte de estudo da reunião dos bispos e padres da diocese na manhã desta terça-feira (9), no centro de pastoral, sobre a morte e o processo do luto. Segundo o coordenador diocesano de pastoral, padre Maicon Malacarne, a reflexão é motivada pelo aprofundamento que a equipe de coordenação diocesana e a comissão de ministros e servidores vêm desenvolvendo sobre as exéquias e o acompanhamento às famílias enlutadas.

A reflexão do professor Felipe foi sobre “a morte e o morrer, auxiliando no processo do luto”. Abordou os seguintes aspectos: superação da dor pela perda de quem se ama; razões de a morte ser um tabu; os rituais depois da perda; o que não falar. Acentuou que a perda de uma pessoa é uma das situações mais difíceis que a vida pode trazer. A morte é o maior limite humano. A religião é importante pelo que oferece como resposta à finitude. Observou que a ausência da religião nos espaços públicos empobrece o simbolismo associado à morte.

Há necessidade de uma reeducação para a morte, uma vez que faz parte da vida, mas a sociedade atual como que a esconde. A pessoa em situação terminal, mesmo amparada por recursos clínicos sempre maiores no hospital, acaba isolada da família e, normalmente, gostaria de morrer junto a ela. Destacou a importância do processo do luto, direito de quem perde alguém e dever de uns para com os outros. Devolve ao enlutado a chance de uma nova história. Cada pessoa vive a sua dor e ninguém vive a dor do outro. Pode compartilhá-la, estar perto, mas respeitando o processo que o outro vive. Indicou as fases do processo da dor: a negação, a raiva, a barganha, a depressão e a aceitação. Distinguiu o processo do luto em diferentes situações de morte, súbitas e violentas, depois de prolongado tempo de enfermidade. Ressaltou a importância dos rituais após a perda de alguém. Apontou que o melhor remédio na dor é ajudar os outros, e tentar descobrir o que a tragédia pode trazer de positivo. Por fim, relacionou algumas expressões a serem evitadas com a pessoa enlutada.

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