Encontro de Família
Estimados diocesanos! O mês de janeiro marca a nossa vida pessoal, familiar e social por uma série de eventos e fatores. Ele tem o privilégio de iniciar o ano, geralmente com festa em quase todos os lugares do mundo. Mas, no hemisfério sul, ele também é o mês das férias escolares de muitos trabalhadores, do calor, da praia, de visitar os familiares e os amigos. Dentre todas estas oportunidades, que sem dúvida são valiosas para o descanso pessoal e a vida de cada um de nós, gostaria de destacar uma que “creio” ser muito importante para a realidade da sociedade em que vivemos.
Refiro-me à convivência familiar. Numa sociedade em que os pais estão envolvidos no mundo do trabalho, às vezes com pouco tempo para o convívio com os filhos no ambiente familiar, é cada vez mais importante aproveitar o tempo das férias para uma convivência construtiva entre pais e filhos. É tempo para fortalecer os vínculos de amor e afeto do núcleo familiar. É tempo propício gastar tempo com o outro, com as pessoas que fazem parte do nosso círculo de vida mais próximo. É oportunidade para os filhos que deixaram a casa por razões de estudo, trabalho etc. retornar ao “ninho”, rever as pessoas, o lugar em que nasceram, conviver e, por que não dizer? levar os pais para um passeio. Isso mesmo. Certamente, muitos pais, que frequentaram a pequena escola do interior, de uma única sala de aula, onde tiveram a oportunidade de estudar apenas os quatro anos do ensino fundamental, trabalharam duramente para darem aos filhos oportunidades que eles mesmos nunca tiveram. Muitos pais quase não conhecem outras realidades, a não ser aquela da comunidade, da sede do município, quem sabe do centro médico mais próximo para tratamento de saúde. Quantos gostariam de conhecer o mar, ou visitar um parente próximo que mora distante e, provavelmente, não encontram há muito tempo.
Férias é um tempo também para colocarmos em prática nossa sensibilidade em relação ao cuidado da vida, nossa e dos outros. Principalmente das pessoas que amamos, nos amam e sentem a falta da nossa presença, nem que seja breve como as férias de um verão.
Tende todos um bom domingo.
Dom José Gislon
Bispo Diocesano de Erechim