Nas escolas de Erechim o reajuste deve ficar em torno de 9%, justificados por diferenciais
As mensalidades das escolas de ensino privado devem ficar em torno de 9% mais caras no próximo ano. O reajuste está abaixo do previsto pelo Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe/RS), que projetou aumento de 11,5% para 2017. A projeção tem como base uma pesquisa realizada com 101 escolas associadas de todo o Estado, no mês de novembro.
O estudo também abordou a perspectiva de crescimento das escolas no próximo ano. Das instituições que responderam, 38,8% estimam crescer até 5%. Cerca de 36,7% acreditam que devem manter o número de alunos ou registrar queda de até 5%. “As escolas imaginam retomar aquela linha de crescimento do ensino privado dos últimos anos, interrompida no ano passado pela crise que assolou o país e teve reflexo nas instituições de ensino. Essa previsão de crescimento modesto, ou mesmo o não crescimento, é um resultado do que o país vive”, pontua o presidente do Sinepe, Bruno Eizerik.
Em Erechim
No Colégio Marista Medianeira, por exemplo, embora não cite números, a direção estima que o reajuste será de acordo com os diferenciais oferecidos pelo colégio, a exemplo da robótica educacional, sistema 3D, oficinas extraclasse, turno integral, formação humano-cristã, incentivo à pesquisa e à iniciação científica, grupo de voluntariado, intercâmbio marista, e grêmio estudantil.
Segundo a direção do colégio, tais diferenciais agregam valor ao ensino. Estrutura diferenciada, com salas de aula climatizadas e lousas interativas também são apontadas como diferenciais que justificam o reajuste. Quanto a crescimento, a direção afirma ter ótimas perspectivas de crescimento em número de estudantes em relação à 2016, considerando as inscrições de novas famílias já realizadas durante esse ano.
No Colégio São José, conforme a diretora da instituição, Ir. Silvana Arboit, o percentual estimado pelo Sinepe deve ser atingido se analisados os custos da escola particular. Entretanto ela pontua as variáveis da situação do mercado. “A atual situação econômica e mercadológica não permite isso na prática. Cada instituição terá que reajustar as mensalidades escolares de acordo com seus custos e trabalhar para diminuição deles”, destaca.
Questionada sobre crescimento, a dirigente observa que “na atual situação econômica, temos percebido que os pais ou responsáveis pelo estudante deixarão para optar pela escola particular na última hora. Então agora é a hora de fazer as contas e eleger as prioridades para 2017”, finaliza.
Já no Instituto Anglicano Barão do Rio Branco, a projeção de reajuste entre a escola e a faculdade será de 9%. A instituição estima ainda crescimento de 2% em 2017, tendo em vista que está se tornando a primeira escola bilíngue da região, através de um projeto implantado em parceria com a Pearson, a maior empresa de educação do mundo.
Custos
Em relação aos custos o estudo do Sinepe projeta que o que mais deve impactar o orçamento das escolas em 2017 é a folha de pagamento, repetindo o ocorrido neste ano. Ela representa dois terços do orçamento das instituições. O segundo maior custo será com infraestrutura e, em terceiro, investimentos em tecnologia. “Educação é um serviço, e por isso o gasto com pessoal tende a ser, mesmo, o maior custo. Mas existe a necessidade de fazer investimento constante em infraestrutura e em tecnologia, pois os equipamentos se tornam obsoletos rapidamente”, finaliza Eizerik