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Vida longa aos brasileiros

Controle das doenças e acesso as vacinas influenciaram no aumento da expectativa de vida

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A expectativa de vida dos brasileiros aumentou para 75,5 anos
Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto Antonio Grzybowski

A expectativa de vida dos brasileiros aumentou para 75,5 anos. O dado foi divulgado ontem (1º), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa de vida para brasileiros nascidos em 2014 era de 75,2 anos e para os nascidos em 2015 é de 75,5 anos.

Para a população masculina, o aumento foi de três meses e 22 dias, passando de 71,6 anos para 71,9 anos. Já para as mulheres, o ganho foi um pouco menor (três meses e quatro dias), passando de 78,8 anos para 79,1 anos. A taxa de mortalidade infantil (até um ano de idade) ficou em 13,8 para cada mil nascidos vivos e a taxa de mortalidade na infância (até cinco anos de idade), em 16,1 por mil.

 

Prevenção e qualidade de vida

O especialista em geriatria, Rogério Trentin atribui esse aumento da expectativa de vida ao avanço técnico da medicina, às melhores condições sanitárias, e a melhor qualidade de vida da população. “As pessoas começaram a ver que viver não é um castigo, e sim, um privilégio. E começaram a se cuidar mais cedo, apostando na prevenção, alimentação saudável, sono adequado, com 7h a 8h, e a fazer atividade física”, diz.

De acordo com o neurologista Celso Lago, uma das razões é o controle seguido da diminuição acentuada das doenças infeciosas, entre elas o HIV. Assim, como a pneumonia, as hepatites e as doenças infantis, como sarampo que tiveram uma queda muito significativa, por causa do acesso às vacinas. “Nos anos 50 e 60 os jovens morriam mais por doenças infeciosas, pneumonia e apendicite. Hoje morrem por acidentes de moto, por exemplo”, diz.

Conforme o médico, o acesso às vacinas e o acesso a saúde pública que melhorou, e a diminuição da mortalidade infantil são fatores que contribuem para uma expectativa de vida maior.

Com relação ao câncer, o índice de mortes aumentou. Todavia, no passado, logo após a descoberta da doença o paciente vinha a óbito. Hoje, segundo Lago, com o tempo de sobrevida do paciente é maior.

Para uma longevidade maior, o médico diz que é preciso atenção e controle a doenças comuns como diabetes e hipertensão, que promovem agressões celulares repetidas ao longo do tempo, e que vão acarretar uma vida média mais curta. Somado a alimentação saudável.

 

RS tem média acida da nacional

Em 2015, a unidade da federação com maior expectativa de vida ao nascer foi de Santa Catarina (78,7 anos), que também apresentou a maior esperança de vida para os homens (75,4) e para as mulheres (82,1). O Rio Grande do Sul ficou com média acida da nacional, 77,5 anos.

De 1940 a 2015, a esperança de vida ao nascer para ambos os sexos passou de 45,5 anos para 75,5 anos, um aumento de 30 anos. No mesmo período, a taxa de mortalidade infantil caiu de 146,6 óbitos por mil nascidos vivos para 13,8 óbitos por mil, uma redução de 90,6%.

 

Diminui mortalidade infantil

Segundo a divulgação do IBGE, todas as idades foram beneficiadas com a diminuição dos níveis de mortalidade, principalmente as idades mais jovens, nas quais se observam os maiores aumentos nas expectativas de vida, com maior intensidade na população feminina.

Em 1940, um indivíduo ao completar 50 anos tinha uma expectativa de vida de 19,1 anos, vivendo em média 69,1 anos. Com o declínio da mortalidade neste período, um mesmo individuo de 50 anos, em 2015, tem uma expectativa de vida de 30,2 anos e consequentemente uma vida média de 80,2 anos, vivendo em média 11 anos a mais do que um indivíduo da mesma idade em 1940.

 

Morte de jovens é maior entre 20 e 24 anos

Os dados mostram que as chances de um homem morrer entre 20 e 24 anos se tornaram 4,5 vezes maiores que as de uma mulher na mesma idade. A sobremortalidade masculina (maior mortalidade da população masculina em relação à feminina) concentrava-se nos grupos de idade chamados de adultos jovens, de 15 a 19 anos de idade (3,6), 20 a 24 anos (4,5) e 25 a 29 anos (3,6). Esta condição pode ser explicada pela maior incidência dos óbitos por causas violentas ou não naturais, como acidentes de trânsito, que atingem com maior intensidade a população masculina.

 

 

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